All Episodes

June 10, 2024 58 mins

Neste episódio, abordamos um tema essencial para o bem-estar: a regulação emocional.

Começamos discutindo a importância da regulação emocional no dia a dia, com exemplos práticos como o controle das emoções no trânsito e em situações sociais. Exploramos como a falta de regulação pode levar a conflitos desnecessários e como técnicas simples, como a respiração, podem ajudar a manter a calma.

Falamos sobre a diferença entre autorregulação e heterorregulação, e como ambas são essenciais em diferentes contextos. Além disso, discutimos a influência da maturação cerebral na capacidade de regular emoções, especialmente durante a adolescência.

Para enriquecer a discussão, falamos sobre estratégias de regulação emocional, e suas bases neurobiológicas. Também destacamos estudos que mostram os benefícios de práticas como a meditação e a estimulação transcraniana para melhorar a regulação emocional.

Este episódio traz informações importantes para quem deseja entender melhor suas emoções e aprender a controlá-las de maneira mais eficaz, promovendo um convívio social mais harmonioso e uma vida emocionalmente equilibrada.

Mark as Played
Transcript

Episode Transcript

Available transcripts are automatically generated. Complete accuracy is not guaranteed.
(00:00):
Music.

(00:11):
5, 4, 3, 2, 1, 0, all engines running, liftoff, we have a liftoff.
Olá pessoal, bem-vindos a mais um episódio do podcast Cadê a Hipótese Root?

(00:32):
Apresentado por mim, Paulo Bodio, e pelo meu amigo Gabriel Galdense do Rego.
E aí, Gabriel, como você está? E aí, Paulo Borges, eu tô super bem.
Super bem? Super bem. Ah, super bem é super bom. É, super bom tá super bem.
É, explica aí, por que você tá super bem?
Eu acho que a saúde melhorou bastante.

(00:54):
Tá melhorou? Tá um dia bonito, um dia de sol.
E tô tudo bem, a família tá boa, né? Aham. Acho que tô num momento de gratidão.
Muito bom, hashtag gratiluz. Gratiluz. Eu tô aqui praticamente com três quilos
de tenuanga e dois dedos.
Que bom, sério Deixa eu te perguntar, mas está super bem a saúde? Está boa, então?

(01:15):
Está boa A pneumonia foi recuperada?
Eu acredito que sim Está escondidinha Está escondidinha, mas está bem Você tinha
tomado as vacinas, né? De que?
De gripe Não, Paulo Bois, não Eu acho que eu entendi que agora eu virei um adulto
E está na hora de se cuidar Está na hora de se cuidar Você levou,

(01:37):
então, você vai levar para o chão de orelha de dois ouvintes nossos.
Quem? Meus pais. Seus pais também? Não, eles também.
Ah, não, eles também, não, também. Eles também. Também, também.
Eles também, também. Eles ficaram preocupados com você.
Mas ao mesmo tempo perguntaram, mas fala uma coisa, ele ficou mal desse jeito? Ele não tomou vacina?
Claro que não, pai. Eu falei com a maior convicção. Tomou. É um cara consciente.

(02:02):
Ah, não, consciência eu tenho, mas a questão é tempo, organização e tal.
Pais do Paulo Boja. Sejão, né?
Dona Augusta grande Dona Augusta eu não tomei, mas a partir de agora vou tomar
todo mês eu passo em frente ao BSN agora vou bater na porta e falar o que tem
pra mim hoje o que tem hoje de vacina vou tomar várias doses rapaz, então eu te defendi,

(02:25):
pô, não, mas amizade é isso é, a gente defende tudo errado então tá bom,
mas então você tá bem tô bem, tá bom, por enquanto a vida é assim,
a vida é mistério ô Gabriel,
e hoje a gente vai entrar num tópico que é bem interessante,
empatia a gente precisa continuar sobre empatia já foram três episódios vão

(02:50):
ter vários ainda mas acho que a gente pode dar uma quebradinha hoje Hoje pra...
Pessoal que não gosta de empatia. Tem gente que tá chateada.
Mas pra essas pessoas que não gostam, se elas estiverem muito revoltadas e não
se regulando bem, o episódio de hoje é o episódio certo, né?
Maravilha. Regulação emocional.
Regulação emocional, cara. Muito bom. Então vamos falar disso. Bora.

(03:13):
E aí, Gabriel, o que é regulação emocional? Eu acho que o nome é bem autoexplicativo, hein?
Então acabou o podcast. É isso aí, galera. Prazer.
A regulação emocional é a capacidade que
temos de regular as emoções que estamos sentindo a sua expressão então não só

(03:34):
isso como também a situação onde a emoção está envolvida então é um processo
de regulação da emoção seus aspectos secundários que podem mudar essa resposta emocional ou pelo menos,
a experiência e a resposta emocional talvez a
gente pudesse começar a dar uns exemplos de regulação E dos exemplos a gente
começa Talvez uns exemplos de desregulação Ou de desregulados emocionalmente

(03:58):
Pode ser E aí a gente começa a caracterizar as várias Etapas e os vários Processos envolvidos Pode ser,
pode ser Um exemplo de desregulação emocional Você conhece muito desregulado?
Cara, eu tenho vários amigos Eu já passei situações de desregulação emocional
Todo mundo passa um momento Um passo?

(04:19):
Que história é essa? Você é um cara bem resolvido emocionalmente.
Tu tá bem regulado? Sempre fui regulado.
DG, tu sabe que criança, toda criança é um pouco desregulada.
Tem que perguntar pra Serjão e Dona Augusta. Serjão, se possível,
Dona Augusta, pode perguntar uma história pra nós aí no comentário.
Paulo Borges sempre foi regulado assim, desse jeitinho.

(04:39):
Quem mentiu, eu já vi tu estourando aqui de raiva algumas vezes.
De raiva? Raiva não, foi de traqueação.
Incômodo. Incômodo. Leve desconforto.
Quando aquela pessoa não entrega trabalho, aquele aluno chato, né?
Rapaz, aquele aluno que faz plágio no mestrado. Dá uma chateação.
Dá uma chateação, mas aí você tem que lembrar que você é professor.

(05:00):
É, então você não vai chegar e dar um soco na cara do cara e falar pelo amor
de Deus, bicho, o que você tá fazendo aqui da sua vida?
É, o soco eu não dei, mas a segunda parte eu falei. Tem, né?
Mas tu não expressou raiva, não?
Sei, acho que alguns músculos ficaram compatíveis com uma expressão de raiva, né? Deu mesmo, assim.
Mas é por isso que eu gosto da Lisa Feldman, né? Porque ela coloca muito que

(05:22):
a expressão, ela não necessariamente mostra emoção, né?
Perfeitamente. Então o que eu acho que E eu achar que era raiva,
eu podia falar, nossa, que alegria. De repente.
Mas vamos voltar lá. Mas eu sempre fui muito regulado. Pergunta pra Aline também. Ela vai te falar.
Cara, muito regulado emocionalmente. Coisa boa, Bici.
Porque eu acho que é um problema moderno, muito forte, de pessoas que estão

(05:44):
perdendo um pouco essa capacidade de regular emoções e, às vezes, se sobressai.
Por exemplo, o clássico é briga no trânsito.
Eu já passei situações em São Paulo aqui, até recentemente, de situações onde
o cara do Uber, do táxi, quase batia, e eu estava no carro e o cara começou
a brigar e eu fiz um processo que se chama de heterorregulação eu falo,

(06:05):
brother, pelo amor de Deus, bicho deixa isso pra lá,
isso não deu em nada eu comecei a tentar reinterpretar a situação
mas o trânsito é um dos lugares clássicos.
Então a gente já começou dando exemplo, mas já começou colocando uns conceitos,
então assim, existe regulação emocional e aí a gente pode falar de autorregulação emocional.
É o indivíduo fazendo a própria regulação e você pode ter uma heterorregulação

(06:29):
emocional que é alguém te ajudando a regular as emoções.
Perfeitamente. E a heterorregulação é uma das coisas fundamentais quando uma
criança está se desenvolvendo. Perfeitamente.
Porque pela heterorregulação você está ajudando essa criança a desenvolver a
sua autorregulação. Perfeitamente, perfeitamente.
Porque é interessante pensar que a criança ainda não tem os mecanismos adequados,

(06:52):
nem questionem os mecanismos biológicos, né?
Na capacidade de regular as próprias emoções. Então é interessante que o ambiente,
pelo menos pra PC, uma situação onde ela consiga ou facilite situações de controle, né?
Então se, por exemplo, ela tá nervosa gritando e o pé começa a gritar também
e ir pra porrada, a tendência sempre é escalonar, né? É, a tendência é o...
A assistência social. A assistência social pra ter uma porra.

(07:15):
Mas e é isso é uma heterorregulação é heterorregulação por normas e por leis,
que às vezes vai ser necessário não tem auto,
não tem a hetero na casa, alguém vai ter que atuar, mas então tá bom, então vamos pegar lá,
vamos começar a pensar nesses exemplos então de regulação emocional,

(07:37):
vamos pegar coisas aí comuns você estava falando do táxi, o jeito que fica nervoso e.
Começa a brigar isso, eu tava com o bebê no carro um cara foi ultrapassar e
bateu os espelhinhos, bicho, espelhinho é feito pra bater sabe, é a norma de trânsito,
bateu já faz parte bate e bate, e aí o cara parou, ele fechou a saída que era

(08:00):
da Rádio Auleste pra vir em 3 de maio, ou seja, engarrafou de um jeito,
cara e o cara tipo assim, é, vai sair do carro aí, porra e o taxista lá que tava comigo,
falou é, não sei o que tal, eu falei, bicho, deixa esse cara parar,
o cara não tá doido claramente tava alterado e numa situação dessa,
você não vai bater palma pra doida você tá, desculpa e eu com o bebê no carro,
cara, eu falei, cara, eu tô com o bebê aqui no carro,

(08:21):
se você criar uma situação desagradável pode escalonar pra uma coisa que representa
um risco pra mim e pra minha família e aí depois o cara acho que entendeu um
pouco, falou, ah, não é boa deixa pra lá, vai embora,
mas assim, você vê que o cara que parou na frente do taxista,
ele conseguiu no seu processo de desregulação,
impactar todo ou de uma situação além de trânsito.

(08:43):
Uma coisa que poderia ser facilmente resolvida não foi.
No primeiro momento, então, quando a gente está falando disso,
por exemplo, nesse caso.
A situação da fechada ou da batida do espelhinho desencadeou uma resposta muito
rápida e sem controle exatamente,
e aí você, eu penso que o cara que parou o carro da frente pra fazer,

(09:07):
né, descer e chamar pra briga e tal ele já estava em um estado mais alterado
que a gente sabe que isso dificulta esses processos de regulação,
né, então ele parecia estar embriagado ah, nesse caso em particular?
Me parecia Ou então, caralho, mas parecia que tava atoerado Alguma droga Eu
acho que estava um pouco bêbado E às vezes eu também não, às vezes ele tava com o que?
Aconteceu uma briga na casa dele, alguma outra situação E de repente já estava

(09:31):
Um grau de estresse mais elevado E isso também dificultou a situação de regulação
dele E tem variação Individual também, né?
Tem pessoas que tem uma maior ou uma menor facilidade Pra regular as emoções também, né?
Perfeitamente, perfeitamente Agora nesse caso aqui, Gabi Então vamos pegar a
regulação emocional e também trinchar um pouco.
Existia uma situação de uma batida leve, claro, né? Um espelhinho que bateu no outro e tal.

(09:56):
Ou seja, provavelmente foi o taxista que deu uma encostada no carro dele.
Não, na verdade, não. O taxista estava na frente e ele foi passar naquela alça
que vai dar 23 de maio e a alça era estreita em um certo momento.
E a galera, né, acho que faltou um pouco de espaço.
Ela se falou assim, não cabe. E assim, alguma decisão dos dois,
falou assim, cara, alguém para, né?

(10:17):
Mas eu acho que tem essa questão até, não sei, de provação de o carro é meu
o momento é meu e o carro nem nos dois pararam,
entendi aí quando encostou o espelhinho o táxi parou e o outro passou porque
uma das coisas que eu tô perguntando isso é porque muitas vezes,
por exemplo nesse caso que o sujeito ele ficou com raiva ele saiu revoltado,

(10:39):
raiva eticamente é uma emoção que ela,
que parte do gatilho pra ela é você se sentir ou obstruído fisicamente ou situações
de injustiça nesse caso as duas coisas estão ali ele sentiu.

(10:59):
Uma situação injusta ele não
permitiu o acesso dele fisicamente ele
foi bloqueado e isso tipicamente gera
raiva você vai tentar entrar num lugar eu fico segurando a porta não importa
né você vai você tá com seu celular na mão que é coisa que dá muita raiva né
a pessoa vai lá e tira o celular da sua mão ou faz alguma coisa que seja injusta

(11:24):
né sei lá era se te descontou,
no salário algo que não era para ser descontado ou te penalizou por alguma coisa
que você não fez essas coisas dão raiva e aí ficou com raiva e aí ele acabou
pondo a raiva em prática né expressão dele de.
Escalonou pra coisas maiores como parar o carro e descer perfeitamente então

(11:48):
nesse momento aí que a gente tá,
dessa transição aconteceu um incidente, ele teve um gatilho,
uma emoção de raiva ele perdeu o controle então nessa hora já poderia ter alguma
tentativa de regulação emocional poderia desde o começo,
né, exatamente vai encostar o carro, bater o carrinho mas poderia ter algumas
estratégias possíveis desde o começo a primeira delas é ignorar a situação, né,

(12:13):
de falar não vai adiantar nada e você entender que você vai se separar aqui,
pode ser pior vai escalonar, vai ser bem ignorado deixar pra lá,
e é uma primeira estratégia um pouco acho que é mais válido,
interessante e outras depois é tipo, tá, beleza, até me incomodou tô com raiva,
mas, pô, só esse peininho do carro, né esse peininho já vem com material de
borracha, ligeiramente.

(12:35):
Né, e aí não vai impactar tanto, então tem algumas estratégias possíveis entendi,
entendi então você poderia começar com algumas estratégias ali no início depois
que a coisa escalonou então nesse começo a gente estaria pensando numa estratégia
que você vai evitar o conflito vai em frente,
acabou enfim a coisa escalonou, então o sujeito desceu do carro bravo,

(13:00):
querendo tirar a satisfação,
nessa hora pra esse sujeito agora controlar a emoção ele vai ter que usar outra
estratégia outra estratégia Pra controlar.
No caso, aí que tá. O cara, ele poderia, depois que já tá muito afetado,
é difícil que ele consiga ter uma estratégia cognitiva adequada, parar pra pensar, né?

(13:21):
Mas ele poderia tentar ainda, assim, de outra instância, entender que a situação
pode levar a um lugar errado.
Por exemplo, se eu tivesse armado, ou se o táxi tivesse armado,
certamente poderia favorecer nele um processo cognitivo tipo assim, cara...
Eu acho que é uma situação um pouco mais complexa. Tá ficando meio perigoso.
E se ele poderia parar, eu diria assim, não, a situação agora é parar.
Ou então, claro, o taxista também entrar numa ação, que eu acho que é muito

(13:42):
mais correto que puxar uma arma, né? Não sou a favor disso.
Seria o taxista falar assim, cara, desculpa, tudo bem, vamos ver assim.
Então, ele começar a tentar puxar uma reflexão.
Mas nesse caso, a gente ainda iria depender da heterorregulação, né? Sempre.
Mas vamos pensar ainda na autorregulação. Então, por exemplo,
a hora que bateu o espelhinho, ele poderia evitar essa situação.
Ele poderia fazer isso como?

(14:03):
Usando uma estratégia e aí dando nome, né, pras coisas de regulação emocional,
usando uma estratégia cognitiva, por exemplo, olhando que a situação não foi
talvez tão ruim quanto ela poderia.
Isso a gente chama de meio que uma reavaliação cognitiva da história,
né? Então ele vai olhar e fala assim, bom, mas tudo bem, vai.
Só encostou no espelhinho, poderia ter ralado a lateral inteira,
poderia ter machucado alguém, poderia ter sido muito pior, né? Poderia.

(14:27):
No segundo caso, como ele ignora essa estratégia e já saiu bravo do carro,
ele deixou a coisa evoluir.
Então agora a estratégia que talvez ele pudesse usar seria o que?
Uma estratégia de supressão emocional, né?
Ele vai tentar suprimir a emoção que está vigente.
Só que isso é bem difícil.
É difícil porque ele já perdeu o controle de alheia, né? Então dificilmente

(14:49):
ele conseguiria entender a importância de fazer isso naquele momento, né?
Mas, por exemplo, ele está vendo o entorno, os carros parados.
Isso, poderia ser esse fator exatamente. e começa a ter vários fatores e ele
resolve agora controlar.
Talvez ele consiga, a única coisa é que é mais difícil, né? É bem mais difícil. É bem mais difícil.
E são estratégias que elas têm impactos subsequentes, né?

(15:12):
Então, se você consegue regular elas em estados iniciais, o impacto na emoção
não vai acontecer, e você também talvez tenha menores impactos futuros,
por exemplo, em relação a questões de estresse, de mal-estar. Exato.
Então, assim, pra quem tá escutando, quando a gente fala de regulação emocional,
a gente vai discutir ao longo desse episódio, são várias etapas.

(15:33):
Existem algumas etapas iniciais que você consegue inclusive evitar antes da
coisa escalar a gente está usando esse exemplo pense em qualquer outra coisa
a gente consegue evitar escalar depois que escala e você já começa a se envolver
ainda dá para reverter mas começa a ficar cada vez mais complicado,
mais custoso mais difícil e não necessariamente vai ficar,

(15:57):
agradável agradável como você fala
desse teórico tem alguns teóricos
de regulação emocional um dos grandes nomes na
parte da psicologia é o James Gross e o James Gross depois trabalhou muito com
uma outra pessoa também da psicologia mas que trouxe a parte mais de neuro pra

(16:18):
história de regulação emocional que foi o Kevin Knox o Kevin Knox junto com
o Matthew Lieberman são dois que.
Ajudaram na criação do que a gente chama de neurociência social social,
né, com nome propriamente dito.
Antes teve o Jean Desset e vários outros autores, o Cacioppo,
vários outros importantes,

(16:39):
mas o Oxner e o Lieberman escreveram um artigo bem emblemático,
trazendo inclusive o termo Social and Cognitive Neuroscience,
Neuroscience Cognitive Social, e aí o Kevin Oxner e o.
James Gross trabalharam muito nessa história de regulação emocional,
tanto no modelo mais, na ideia mais do ponto de vista psicológico dos fatores,

(17:02):
mas a parte neurobiológica acho que vale a pena explicar um pouquinho isso legal,
então eles sugerem a existência de algumas estratégias com base então em um
processo que é um processo contínuo que envolve desde,
chegar em uma situação emocional até o desenrolar da emoção e gerar uma resposta.
E aí, em cada etapa desse processo, que seria um processo temporal, né?

(17:25):
Então, ele conseguiria falar de diferentes estratégias que correriam.
Quais seriam essas estratégias, Paulo Borja?
Então, você tem, desde essa questão de reavaliação, você tem a possibilidade
de distração, né? De mudar o foco da atenção.
Você tem essa possibilidade da supressão, que já é com uma emoção em curso, né?

(17:45):
Então, você tem várias, essas várias etapas. e aí talvez valha a pena até,
exemplificar como por exemplo costumam ser os experimentos para entender isso
que talvez fique até mais fácil então por exemplo,
uma das estratégias muito usadas, a gente usa aqui também quando vai fazer estudo
sobre regulação emocional é você, por exemplo, apresenta imagens que são negativas

(18:08):
ou positivas e pede para a pessoa, por exemplo,
imaginar aquela imagem de uma forma diferente, e aqui vale a pena até falar
que tem imagens positivas porque quando a gente tá falando agora de regulação emocional,
pelo exemplo que a gente deu, às vezes dá a impressão que a regulação emocional
só serve pra regular situações que são negativas né?

(18:30):
Acho que é rápido, né? Que imagens positivas e negativas de repente algum ouvinte
não saiba mas são imagens negativas, são aquelas que causam desprazer é,
descomporto, isso e positivas são coisas prazerosas prazerosas isso.
Então nessa linha de regulação emocional, pelo exemplo parecia muito que a gente

(18:51):
tava falando só de coisas negativas pode ser positiva quer ver, dá um exemplo aqui,
imagina o seguinte sei lá, a gente que dá aula a gente tá lá dando aula,
vai devolver as notas pra sala e de repente dos 70 alunos 69.
Tiraram 2,5, 3 3,5 e um tirou 10.

(19:15):
E a gente tá lá distribuindo as provas e cada um que pega,
olha a nota, fica assustado, começa a chorar, fica preocupado,
mostra pro colega, aí começa a ficar aquele zum zum zum na sala,
todo mundo vendo que todo mundo se deu mal, a nota tá baixa,
pá pá pá, até que chega uma hora que a gente entrega a prova pra aquele sujeito
que tirou 10. O que será que ele tá se sentindo agora?

(19:35):
Ele vai ficar bem feliz. Ele vai ficar muito feliz. É porque ele tava esperando
a nota ruim e de repente vem uma coisa posta.
Normalmente quando a gente tem algo algo assim, né? Então, era inesperado e a gente se deu muito bem.
A vontade de fazer o quê? Sai pulando, sai gritando, queimando,
e tal, tirei 10, não sei o quê.
Só que qual é o contexto? É, os coleguinhas estão um pouco maus,

(19:58):
né? O que será que o sujeito vai fazer?
Ele pode... Eu faria, eu esconderia ele e canta, dê a prova, né?
Alguém pergunta e aí? Fala, não, foi tudo certo, ele bota, mas vamos falar de você.
Então, pra fazer isso, você tá fazendo o quê? Uma regulação.
Uma regulação emocional. Ou seja, você está pegando um estado emocional muito positivo...

(20:20):
E fazendo o que a gente chama de down regulation, regulação para baixo,
você está deixando ela menos positiva para exatamente estar adequado ao contexto.
Então, parte que é importante da regulação emocional, ela tem uma função,
obviamente, para regular a emoção do indivíduo e deixar mais funcional,
mas também em função do contexto, né?

(20:42):
Então, nesse exemplo, é um contexto típico, né?
Vai pensar nas estratégias, por exemplo. Tu falou das estratégias,
tem as primeiras de situação, né?
Que a pessoa pode, sei lá, ignorar a situação ou não prestar atenção tendo irregulação
do cognitivo que é pensar sobre,
nesse caso seria um caso de supressão clássica de supressão ele fugiu de euforia e tem que controlar.

(21:06):
E por isso que é difícil às vezes controlar você vai ver a expressão facial,
às vezes tá com aquele sorrisinho tentando aflorar, né e o sujeito tá lá segurando
nos esportes, por exemplo pega por exemplo no tênis, né termina um jogo de tênis.
Tênis é um esporte, claro, como a maioria dos esportes, ele é muito cruel,
porque um ganha, o outro perde.

(21:26):
No tênis, a coisa é ainda mais cruel, porque, assim, normalmente é um contra
um, ou no máximo, dois contra dois.
E ele tem aquele efeito de fusão de responsabilidade. Se der errado, a culpa é sua.
Alguns culpam a Raquel, o árbitro, mas, assim, não é isso.
E quando acaba o jogo, um ganha, esse sujeito que ganha, claro, ele vai...
Ontem foi a final de Roland Garros então o espanhol o Carlos Alcaraz ganhou o jogo,

(21:53):
ele acabou de ganhar, ele caiu se jogou no chão, comemorando enfim,
mas imediatamente em seguida ele levantou foi,
cumprimento o outro na rede ou seja, está existindo regulação emocional naquele
momento como parte de um contexto que demanda isso, demanda o respeito pelo outro enfim,

(22:13):
diferente de alguns esportes que a gente vai olhar e por isso que se discute
muito a questão do fair play o sujeito faz um gol faz chacota do outro.
Ofende a torcida né, então assim, tem uma coisa que é...
Tá meio desregulado Tá meio desregulado, né, tá bem desregulado Mas é legal
esse exemplo que a gente já mostra
uma das funções mais importantes da regulação que é convívio social,

(22:37):
né, porque muitos processos emocionais, eles têm uma base evolutiva que é importante
mas às vezes descontextualizada e nosso mundo moderno e complexo às vezes não
cabe tão, é uma emoção muito aflorada, muito grande,
às vezes até emoções são incompatíveis, né, então tem pessoas que têm algumas
respostas emocionais que às vezes são um pouco incompatíveis com a situação.
Uma amiga minha, ela ria em situações de tragédia, tristeza, tensão.

(23:01):
E ela falava, cara, eu tô rindo assim, mas eu tô mal.
Mas eu tô tensa. Eu falei, cara, isso aí.
Lembra o filme do Coringa, né? Sim, sim.
No metrô, é quase aquela parada. Ela era tipo a prima do Coringa. Era a prima do Coringa.
E era mal adaptativo o negócio e acontece, as entendências ficam tensas e elas

(23:24):
começam a rir e a importância da regulação é isso, você conseguir ter um convívio
social mais suave bacana.
O outro elemento é, agora pensando individualmente é você conseguir ter controle sobre,
um controle maior pelo menos sobre as suas emoções e otimizar por exemplo,

(23:46):
o teu desempenho tua performance então imagina de novo a gente estava no exemplo
da prova vamos pensar agora do ponto de vista individual o sujeito foi fazer
a prova ele sabe que é uma prova difícil,
ele está preocupado com a nota que ele vai tirar ele estudou pra isso,
enfim tem vários elementos,
e aí ele chega na prova, recebe a prova e começa a ler a prova,

(24:10):
mesmo ele tendo estudado e pode dar uma ansiedadezinha nele,
pode dar uma certa ansiedade ele começa,
e aí se calou uma emoção ruim além da ansiedade e isso começa a interferir nos
processos atencionais vai às vezes dar aquilo que a gente,
comumente chama de branco, né, deu um branco e aí o que a gente vai olhar é

(24:31):
o sujeito às vezes no início da prova tendo um desempenho inferior ao que ele teria se tivesse melhor.
Regular emocionalmente é verdade e aí por isso que conhecer estratégias de regulação
emocional é importante pra você em situações como essa tentar minimamente controlar, né?
E aí hoje se discute muito algumas coisas como,

(24:54):
O uso da respiração. Ah, a estratégia da vovó, né? A estratégia da vovó.
Essa minha mãe me ensinava, e essa estratégia diz que é uma estratégia que vem
de gerações e gerações de amigos aí, ó, técnica milenar. Qual que é?
Cheira a florzinha e sopra a velhinha. Cheira a flor e sopra a velha?
Isso, não faça o contrário.
E você pode cheirar a flor e cheirar a velha. Cheira a flor e sopra a velha.

(25:16):
Como que é isso aí? A técnica clássica que você cheira a florzinha,
inspira lentamente e sobra velhinha inspira lentamente, essa inspiração mais lenta,
você começa a dar um relaxamento ainda nesse processo fisiológico, né,
de frequência cardíaca e aí você tende

(25:36):
por essa alça fisiológica baixar um pouco essa
resposta emocional corporal e favorecer então a capacidade de controle cognitivo
então basicamente você está tentando interferir nas respostas que tiveram a
edição periférica do seu sistema simpático e usar desse feedback invertido aí, de certa forma,

(25:58):
pra melhorar o teu controle.
E outra é dar mais tempo pra uma decisão, né? Porque as decisões,
essas decisões muito emocionais tendem a ser um pouco mais rápidas e favorecer
processos mais automáticos.
E aí que pode, inclusive, ser não adaptativo, né? Não suco em alguém, gritar e tal.
E aí você respirar um pouco fora. Não, respira dez vezes. Você vai ter um tempo
ali de respiração, 30, 40 segundos, que talvez te dê tempo de pensar um pouco

(26:22):
mais sobre o processo, né, você aumentar essa chance de reflexão esse é um tema
que é bom, hein, sequenciador.
Eu conheci as técnicas de respiração, sim, mas eu nunca tinha pensado na florzinha
e na vela. Essa é batata. É boa.
E tem alguma flor em específico? Não, mas acho que vai de cada um.
Essa liberdade criativa de flores.

(26:42):
As pessoas vão falar assim, já aproveito que está cheirando flor,
põe-me a lavar. Pode ser.
Ou também uma vela com cheirinho. Mas a vela vai sobrar, não vai chegar.
Importante. Vai apagar a vela. O fumo. Vai apagar a vela.
Então, por exemplo, no teu caso do carro uma das coisas que esse motorista que
sai nervoso poderia ter feito é antes de descer do carro, tentar por exemplo,

(27:06):
respirar um pouco é importante, aí a conexão básica do ser humano com a realidade
é a respiração né, então você tá ali,
deixando que o ar do mundo entre nos seus pulmões você vai com isso permitir
que você pense um pouco e fala, nossa posso estar errado, há jeitos mais legais
de resolver isso, entendi É uma das formas mais básicas de respiração.

(27:29):
E aí, a questão é que você tem técnicas de respiração que podem mudar estados emocionais, né?
Tanto pra dar um up, né? Você tá meio letágico ali. Você pode respirar um pouco mais rápido.
Isso vai te dar um pouco mais de...
Posso falar? Um despertar, né? E o contrário também.
Você tá muito nervoso, respirando rápido. Respirar um pouco mais devagar.
Isso pode levar você a apazigar um pouco essas... Entendi.

(27:50):
Dá uma controlada. Dá uma controlada. Dá uma controlada. Tá.
Muito bem que mais de exemplos que você consegue imaginar, Gabriel?
Então tu falou exemplo de situações positivas e negativas eu acho interessante
tu falar tu falou de emoções da raiva e do medo são emoções muito fortes que
a regulação é muito importante nesses pontos, né?

(28:12):
Porque algumas emoções elas tendem a causar um processo de, sei no termo,
rebaixamento cognitivo, né?
Então você acaba dificultando processos de pensamento, reflectivos e a raiva
e o medo são dois importantes para isso vale a pena talvez a gente discutir
um pouquinho de uma forma leve tranquila as questões,

(28:33):
neurobiológicas dessa história toda e importantes porque quando a gente está nesses tópicos né.
De regulação emocional, basicamente o que a gente está tentando ver é esse equilíbrio
entre a capacidade de pensamento mais consciente, cognitiva,
versus as respostas emocionais.

(28:54):
E aí quando a gente vai olhar para o funcionamento cerebral, a gente vai ver,
questões muito simples, complexas, mas vamos tentar ver de uma forma básica que é, por exemplo,
o papel de estruturas mais corticais no processamento cognitivo,
no raciocínio, no no direcionamento da tensão, e uma parte mais subcortical
envolvida nessas respostas mais emocionais, mais automáticas, mais rápidas.

(29:18):
Então, quando a gente começa a entrar nessa discussão toda, de certa forma,
o que a gente está falando do ponto de vista do comportamento, que é essa coisa de.
Regulação emocional, do ponto de vista neurobiológico, é como está o equilíbrio
na atividade funcional entre esses diversos circuitos.
Então, a gente pode pensar, de uma certa forma, um paralelo meio ruim,

(29:39):
mas só pra criar uma imagem, né?
Mais ou menos como uma gangorra, né? Então, tem lá uma criança numa ponta, uma na outra.
Enquanto uma tá descendo, a outra tá subindo. Aí a outra sobe e fica naquele
vai e vem. Mas olha, foi ruim mesmo, não tô brincando.
Foi bem ruim. Foi só sacanagem.
Mas mais ou menos você me conhece. Eu tô tentando deixar uma coisa lúdica aqui dentro.

(30:05):
Mas é como uma gangorra Então assim, se a gente imagina Por exemplo,
uma situação onde está exigindo Uma demanda cognitiva muito grande Pode ter,
obviamente Um aumento na atividade Algumas estruturas do pré-frontal Do osso
lateral, algumas estruturas,
Posteriores do parietal Toda aquela circuitaria que a gente chama De fronto

(30:27):
parietal Circuitaria bem atencional,
enfim E ao mesmo tempo você está numa situação Às vezes estressante,
ansiogênica com perspectivas, sei lá, perdeu o ânus, é reprovado,
enfim, o que for ou uma apresentação em público tudo que isso traz de tensão
e aí nesse caso a gente está falando então de atividade de uma série de,

(30:49):
estruturas, algumas estruturas formam amígdalas, outras estruturas subcorticas,
e aí como que fica esse balanceamento.
Dessa história toda então quando a gente está falando de regulação emocional
a gente está um pouco falando o que a gente observa do
comportamento pensando quais são as estratégias que
na verdade em última análise é como a gente vai conseguir interferir nesse circuito

(31:11):
todo e é importante esse desenvolvimento porque uma das coisas que a gente vai
aprendendo e sabe é que a falta de desenvolvimento dessas habilidades de regulação
emocional elas complicam muito na vida adulta,
a execução realmente da regulância bolsonar, porque na verdade você acabou criando
um padrão diferente de controle então por isso que é importante esse,

(31:35):
desenvolvimento todo e aí dependendo da estratégia que a gente usa, a gente está usando.
Ativando circuitarias de forma diferente e tem defeitos diferentes quando a
gente começou a falar, a gente estava falando da questão da reavaliação mais
cognitiva e da da supressão, né?
E aí do ponto de vista neuropiológico quais são as diferenças que essas,

(31:59):
estratégias trazem do ponto de vista da atividade neural e porque é que uma
vai ser talvez um pouquinho mais efetiva e a outra um pouquinho menos efetiva, né?
Então, nisso muitos experimentos eles testam, por exemplo, com aquela história
das imagens, com o sujeito fazendo uma essa é uma parte dos estudos do Kevin
Oshner vão nessa linha, né?

(32:19):
A pessoa vendo imagens, por exemplo, negativas as coisas realmente desconfortáveis enfim,
e pede pra ela, por exemplo, olhar pra aquela imagem e pensar que aquilo não
é tão ruim como parece, ou tentar achar uma estratégia cognitiva pra olhar pra imagem e,
achar que ela não é tão ruim um exemplo disso é interessante,

(32:40):
eu fazia muito ver no filme de terror,
né a regulação cognitiva é tipo você vai reinterpretar o estímulo então ver
aquele filme de terror horrível eu pensava assim, não, mas isso é um filme os
caras estão no estúdio gravando exatamente esse ator está bem esse sangue é de mentira.
Essa tática é boa essa é a ideia da reavaliação aqui a gente está falando de

(33:05):
uma etapa de reavaliação cognitiva tipicamente quando a gente vai olhar nos
estudos de neuro o que está acontecendo em etapas de reavaliação a gente vai ver,
aumento do córtex pré-frontal e em particular de uma das estruturas que o Kevin
Oshner estuda bastante que é o ventro lateral do pré-frontal então pra quem
tá ouvindo esse termo e achando um palavrão basicamente imagina o seguinte.

(33:29):
Ventro é a parte de baixo, lateral é a lateral mesmo, então imagina põe a mão
na sua orelha e vai um pouquinho mais pra frente e sobe com a mão um pouquinho
assim, meio que sei lá, na têmpora é o que as pessoas chamam de têmpora, né?
Então assim, mais ou menos por ali ali é o teu ventro lateral do córtex pré-frontal.
E aí, os estudos mostram que numa estratégia de reavaliação cognitiva, em tarefas como essa,

(33:52):
aumenta a atividade dessa estrutura ventrolateral e suprime atividade de estruturas
como a ínsula e a amígdala, que estão envolvidas nesse processo emocional de desconforto.
A ínsula está muito envolvida com questões relacionadas a processos de dor afetiva,
a gente falou isso quando falou de empatia, dor social.

(34:13):
Interocepção também interocepção, amígdala com a parte toda de detecção de ameaça
então a gente tem essa reavaliação cognitiva interferindo diretamente nesses
processos o que é bem bom bem interessante,
isso aumenta a atividade cortical e suprime e reduz a atividade de sensitividade
mas nesses experimentos eles também testam o seguinte existe a estratégia de

(34:35):
reavaliação por supressão que é basicamente o que?
No caso lá do carro se a gente já ficou bravo já tá com raiva,
já quer bater em todo mundo e agora você pede pra ele se controlar então,
num experimento desse o que é feito?
Eles pedem pra pessoa olhar a imagem e tentar controlar por exemplo,
a expressão facial dela, ela vai ter que não mostrar.

(34:58):
Tentar controlar então na verdade agora ela vai tentar a orientação é pra ela suprimir,
mas não porque ela tá achando que aquilo é melhor ou pior ela tá vendo aquilo
do jeito que aquilo é perceber do jeito que aquilo é negativo é negativo mesmo
mas tenta suprimir e aí isso fica muito interessante porque nesses casos a gente vai ver.

(35:20):
Um efeito que ela até consegue suprimir, mas não vai necessariamente diminuir
a atividade da amígdala e da ínsula.
Às vezes vai até aumentar a atividade da amígdala. Fica muito desconfortável. Exatamente.
Vai aumentar a atividade do pré-frontal, tentando fazer esse processo em vitório,
mas não vai ser diferente da reavaliação cognitiva, que vai gerar uma supressão

(35:44):
da atividade da ínsula, da amígdala, entre outras áreas.
E aí com isso a gente vê que é um processo que ele pode até ajudar a dar algum
certo controle na hora ele funciona meio que um controle motor,
enfim, um controle inibitório motor mas não necessariamente vai te trazer os

(36:04):
benefícios da regulação e aí até pensar que pode sair para colar,
porque se você tem uma metatividade nessas regiões envolvidas com processamento
emocional você vai ter as consequências da emoção que podem ser questões de
estresse e da interpretação do evento.
Você não consegue pensar de forma diferente. Você acaba, às vezes,
criando interpretação, às vezes, ruim daquele evento. Exatamente.

(36:27):
Você pode ter uma resposta que você, quando você regula, você pode pensar,
bom, não foi isso tudo, beleza.
Toda reunião deu errado. O regula é falar, cara, mas só na reunião.
Ou pelo contrário, eu suprimo e seguro, mas aí o impacto emocional vai ser o
mesmo ainda. Então, de repente, eu vou ter uma versão aí no futuro pra reunião.
Isso, e aí as pessoas começaram a mostrar isso, isso aqui, pessoas
que não regulam bem a emoção nesse sentido e o tempo inteiro precisam se engajar

(36:52):
em alguma estratégia de supressão a longo prazo vai ficando cada vez mais difícil
e aí essas situações elas são gatilhos muito rápidos pra muito desconforto o famoso gatilho é.
Tem gente que bateu ali o negócio olha pra gente e acha que é gatilho esse termo tá sendo muito usado É,

(37:15):
tipo...
É.
Tem essas discussões na psicologia e na neurociência que a maturação desses
sistemas frontolímbicos, né, que são envolvidos na regulação,
ou seja, áreas do pré-frontal, na verdade, essa rede.

(37:40):
Frontoparetal sobre a ação, sobre a atividade de áreas do sistema límbico,
a maturação dessa rede, ela é um pouco mais tardia, né?
E a ideia é que isso aconteceria ao longo da adolescência até o começo do jovem adulto.
E aí a ideia é que se você não tem essa falta de maturidade dessa rede então
a parte biológica em crianças ela não é capaz,

(38:01):
não teria as mesmas capacidades no adulto de regular adequadamente a emoção
você vê muitas vezes a criança tendo esses estouros de choro,
de raiva e o adulto pedindo pra ela tipo assim, pô, pera aí então fosse um outro
brother, um outro adulto e fala, não funciona.
E fica mais evidente quando chega na adolescência porque você tem uns compasso
porque o lance todo é, enquanto você tá na enquanto as estruturas estão de novo,

(38:24):
meio simplificadamente, elas estão.
Amadurecendo como se fosse um
processo linear, então você tem esses vários circuitos indo linearmente,
eles são pelo menos coerentes entre si. Então, por exemplo, o que eu quero dizer com isso?
Numa criança pequena, às vezes a capacidade dela interpretar uma situação ainda

(38:45):
não é a mesma de um adulto e junto com isso vem uma resposta emocional também não ainda tão madura.
Então, pelo menos, o problema do adolescente é que já tem uma parte mais responsiva
de alguns aspectos emocionais,
sem, por exemplo, a capacidade de controle, a capacidade de inibição, de impulso.

(39:09):
E aí ficam aquelas coisas que você vira para o adolescente e fala.
Ah, mas que... Pergunta, ah, como está esse vestido e tal?
Aí você fala assim, ah, tá legal. Legal, mas assim...
Mas será que o outro ia ficar melhor? Você acabou com a minha vida é meu mundo
vai ficar aquela coisa exagerada e tal, e que na verdade isso não é problema,

(39:33):
não é nem bom nem ruim né, é um reflexo de uma etapa ainda de maturação dessas.
Regiões, desses circuitos, do como eles interagem, né também a questão do adolescente
muito ligado à rede social então a questão da autoimagem, do impacto assim,
da listura, e esse tal a criança, por exemplo, quando eu falo da criança tem
a capacidade de regulação, eu com o meu filho,

(39:55):
com o Romeu, que é pequenininho o Felipe já é mais velho,
já tá seguindo ali mas o Romeu, é uma coisa muito interessante porque você não
vai falar com a criança ela não entende isso, eu uso a tática mais básica que
é a mudança de situação então ela tá estressada porque eu me informo barulho
alto, você pega e leva pro outro ambiente.
Naturalmente ela regula então assim, a nossa tática mais básica de regular é,
você tá achando o negócio tá ruim, sai do ambiente, né?

(40:19):
E aí foi isso que eu me empatado mas você vê a criança de dois anos dando piti
no shopping, três anos, e o pai gritando e não sei o quê, não adianta.
E ainda mais que ao invés de o pai fazer uma interregulação,
minha mãe fazia assim, quando dava piti ela falava, ó, vai sair agora daqui.
Não batia, fazia nada, pegava a gente e tirava do ambiente.
E aí funcionava muito bem, porque tanto você tirava os gatilhos,

(40:41):
né, que é o pessoal, né, como também você mudava o ambiente e acabava distraindo um pouco mais, tal.
Eu vi uma estratégia bem ruim.
Qual? Quanto foi que tu viu? No feriado agora eu fui e com a Clarissa,
com a minha filha mais nova, a gente foi no restaurante a gente foi ver uma
peça de teatro e antes a gente foi num restaurante,
E aí o restaurante estava vazio, então as únicas pessoas que tinham lado além

(41:04):
da gente era um outro casal com um filho pequeno e aí dava pra escutar,
eles estavam falando alto, né?
E aí a criança, assim, não achei que estava muito mal educada,
mas a criança não estava muito bem educada.
É o que é criança? Era de enquadrão. Ela estava ok, não estava nada absurdo,
mas estava mais agitadinha.
E aí a mãe falou pra ela que ou você se comporta e eu te levo no psicólogo.

(41:29):
Essa ameaça funciona mesmo caramba o dia que precisar levar no psicólogo vai
dar muita errada já cheia o bicho papão vou levar pro psicólogo vou levar pro psicólogo exatamente,
tem um outro também que eu vi que foi um vídeo que saiu agora na internet que
era um padre dando um tapa na cara da criança a criança tava sendo batizada

(41:50):
e ela tava gritando chorando,
nervosa e tal e o padre uma hora pega o rojamento e dá um tapa na cara do menino
é mesmo aí ele dá um tapa assim e depois começa a alisar de novo aí a família
fica tipo, passa uns 2 segundos sem entender o pai,
aí depois o pai começa a puxar o fio não, sai, solta, solta o meu fio e tal,
mas tipo assim, porra, o padre,
ainda que assim não tô afogado pelo menos isso, né, regulou um pouco ali porque

(42:12):
você fala assim, cara, vontade da tapa em criança não tem um momento da vida, né, falar assim,
não, não, fala, não, eu sempre falo assim mas é por isso que a gente tem que
ter habilidade de autorregulação porque tem situações que você se vê no limite
eu falo assim, desculpa, né não é falar tapa em criança, tapa em todo mundo, na verdade.
Criança, adulto, idoso também, tá?

(42:33):
Mas assim, ninguém vai dar tapa não aqui, é só que vem aquele desejo, às vezes.
Pessoal aí de alguma clínica, de alguma... Eu vou mandar uma foto do Gabriel
pra você esconder quando ele tiver.
Me ameaça, Paulo, vou levar você no psicólogo. Vou levar você pro Gabriel.
Não, mas acontece essa capacidade importante. E na criança, isso desenvolve.

(42:54):
E o adolescente, você falou interessante. Interessante.
Que aí o cara vai ter um impacto socioemocional muito forte.
Que tem um estudo que avaliou, engraçado, o estudo falava assim,
cara, será que o adolescente não entende as consequências da ação dele?
Porque é a fase onde o adolescente, quando chega lá, ele morre mais,
se envolve mais acidente, os caras fazem mais besteira. Mas você sabe que isso tem uma vantagem, né?
Qual é a vantagem? Biológica é importante. Ah, de que? De você ter exatamente

(43:17):
essa propensão a risco, né? Ah, sim, sim.
Porque, na verdade, porque essa é uma discussão, né? se é tão atípico,
estranho na adolescência, e isso é padrão em qualquer comunidade,
né? Você vê o adolescente com esse tipo de comportamento. Isso não é...
Do ponto de vista evolutivo esquisito deveria ser importante ou seja,

(43:40):
deveria ser importante aí tem uma discussão muito forte sobre o quão isso na
verdade facilita com que nessa idade o indivíduo saia do seu nicho e vá criar
o seu grupo e toma decisões,
então ele corre mais riscos,
mas são os riscos que fazem com que do ponto de vista do desenvolvimento da

(44:00):
espécie tenha sido importante você sai do teu grupo Você vai buscar outros nichos
biológicos, você vai buscar formar o teu grupo, a tua família,
os teus membros. Você não vai ficar para sempre naquele grupo.
Está sendo que hoje em dia está cheio de gente que mora até os 60 anos.
A tendência agora é aumentar. Falta uma casa agora.

(44:21):
Mas mudou muito, mas do ponto de vista evolutivo tem essa discussão.
Mas faz sentido, porque na verdade boa parte dos processos de risco são associados
ao comportamento do grupo.
Ou seja, aí eles perguntavam pros adolescentes, sabe a consequência de dirigir
rápido e tal e eles sabem,
eles explicam não é uma questão cognitiva de regulação mesmo na hora que tá

(44:44):
rolando um processo com um grupinho o cara vai lá, tu consegue mais rápido o
cara vai, ele simplesmente,
atropela a ideia de consequências e de risco,
ele atropela e passa é por isso que a própria avaliação de coisas que acontecem
às vezes na adolescência, elas tem que levar em consideração o que a gente conhece
já do desenvolvimento do adolescente.
E aí quando você fica adulto, parece que aí que tá, né? Você já ficou,

(45:08):
Mas eu tô ficando agora, tô sentando nesse momento, o bigode ficando branco. Entendi.
Porque aí que tá a questão, né? Na adolescência você quer se provar pro grupo,
você quer se afirmar no grupo, você tá, é o que você falou, a importância da opinião do outro.
E você fica mais sensível a esse tipo de situação emocional,
culpa, essas coisas mais...

(45:29):
Mas aí quando você chega do outro, você parece que liga o botãozinho,
né? Você fala assim, cara, não tô nem aí com o que eu tô achando, cara.
Você começa a usar tênis com calça jeans fazer aquelas piadas tudo pra ver na
festa eu tô com umas boas inclusive aí é.
Mas muito bom é, mas teve um meme que eu vi esses dias que era uma coisa nessa linha,

(45:51):
era um cara mais velho o meme era um cara mais velho e aí ele falando coisas
que eu brigava quando era jovem é tudo que eu não quero hoje,
então por exemplo o que que eu quero hoje?
Eu não quero sair de casa à noite Eu quero dormir cedo Exatamente Eu quero dar barulho Exatamente,

(46:11):
E aí que é isso As várias coisas
que eu me coloquei em risco quando era mais novo Hoje em dia
eu falo que E não é que
você não sabia Que era perigoso De vista afetivo E outras consequências Os benefícios
de fazer Na minha cabeça eram muito maiores De pertencer mesmo É interessante

(46:33):
Eu acho que tem mais coisas legais De regulação Tem muita coisa boa O Gabriel,
uma coisa, a gente estava falando disso De regulação E aí tem coisas relacionadas
a contexto E a gente estava falando disso um pouquinho no começo E você estava
falando Tem o Romeu, enfim Tem teu filho,
e tem coisas de regulação Que eu acho que são interessantes de discutir.

(46:55):
Como em algumas situações a gente consegue regular, em outras não.
Perfeitamente. Vamos deixar o episódio escatológico. Tá.
Você, você, o Romeuzinho já vomitou em você alguma vez?
Deu aquela gofadinha de leite. Deu? Deu. Deu.
E o seu amigo, como que era o nome? Teve um amigo seu que você sentou num episódio?

(47:16):
Qual doce? Teve algum amigo seu que você sentou?
Teve algum amigo seu que já gorfou em você? Já uma amiga minha já gorfou em mim.
Ela tava passando mal, fui tentar ajudar ela, carregando ela minha amiga Ana Luísa não.
Não é minha amiga Ana Luísa aqui não, ela mora em Portugal hoje em dia e aí

(47:36):
ela também deu uma gorfada,
antes de chegar no banheiro, carregando ela junto com mais alguns amigos,
correndo corre que ela tá passando mal e eu olhei pra cara dela assim,
era aquele momento de câmera lenta e aí você viu aí vomitou em cima de mim,
e aí depois que passou, ela recuperou a consciência aham, pô,
foi mal não, deixa pra lá, mas foi bem complicado na hora e se viesse correndo

(48:00):
na Ana Luísa ou o Romeu no seu colo, grufando uma pessoa que você nem conhece,
e desse uma grufada aí aconteceu coisa assim parecida, mas não é mesmo,
cara foi no show do Roger Waters a gente saiu do show com os amigos o Pedro Marini, a galera,
e aí a gente pegou no carro tava indo no carro, eu, ele e o Wesley,

(48:21):
E quando foi pegar o carro Na frente de uma casa, tinha um cara caído no chão
Com a moto parada na calçada E um outro fulano muito doido lá Falou assim,
cara, esse cara aqui tá passando mal E aí ele foi ajudar,
né Com bolsa maritana, e o cara tava muito louco de bêbado Deixou a moto na
calçada, não conseguia levantar Ligar pra ninguém E a gente fez a ação,
né De levar o cara em casa, deixar a moto encostada Porque ele queria pegar

(48:43):
a moto E no meio do caminho,
O cara vomitou no carro do brother, né.
E foi horrível a situação porque era duas da manhã, uma hora da manhã depois
do show, o cara aí tomando um sangue no carro bêbado, tentando achar a casa
dele que ele também não lembrava muito bem, e vomitando no carro do cara, e,
a gente depois foi lavar o carro, que tem 24 horas ali perto da Paulista,

(49:05):
ficamos até quarta-meia da manhã, usando o danado, lavando o carro,
foi uma aventura então, eu tô perguntando tudo isso porque,
a reação que a gente tem pra cada situação dessa é diferente,
e mais então, por exemplo, quando você tem teu filho vomitando no teu colo,
de boa, de boa tranquilo, né a primeira coisa que você vai fazer não é largar
o bebê no beijão com o fone de tomar um banho a primeira coisa que você vai fazer é trocar, você nem,

(49:33):
muita, nem liga muito com um familiar, uma pessoa amiga é, o bebê eu gritei
pra Lili, segura ela viu o porrento é, porque tem muito isso,
da regulação emocional também tem muito com quem a gente está,
interagindo mas é legal o que tu falou, tem com quem o grau de reação emocional,
porque às vezes chega no ponto que passa um linear ali que a volta é bem difícil,

(49:56):
aí darem também para essas questões de maturação influenciar.
Eu acho que tem mais fatores importantes. Por exemplo, o uso de algumas substâncias, óleo, aliciar.
O tipo de emoção muda também, se para ele a chance que você tem de regulação.
São fatores interessantes.
E aí tem estratégias também de aumento da regulação. Você falou da respiração
fã delas, mas tem estudos legais com meditação. Com meditação tem.

(50:20):
E a gente também enfrenta isso
aqui no laboratório com estimulação transcraniana por corrente contínua.
Boa. A gente testou, porque dos estudos de ressonância a gente aprende muito sobre correlação.
Qual que é a relação de uma área com uma função, e aí o Kevin Opsner foi um
dos que achou muito essa relação entre o ventro lateral e a regulação emocional
e aí a gente fez um estudo aqui em que a gente testou o efeito da meditação foi um estudo,

(50:49):
da Camila Prat que foi um estudo que a gente fez com uma medicação uma meditação da.
Mindfulness, mas tipo com conteúdo emocional aquela da gratidão que é essa tipo
love kindness meditation,
e a gente conseguiu mostrar que tem um
efeito interessante na regulação emocional

(51:11):
e um outro que a gente fez foi com estimulação transcraniana por corrente contínua
aplicada no ventro lateral e a gente também achou um efeito interessante na
melhora da regulação emocional então tem as estratégias mais comportamentais que é meditação,
respiração e hoje a gente começa a descobrir essas estratégias um pouco mais tecnológicas, enfim.

(51:35):
Legal. Eu fico vendo tu falando assim, eu vejo que em vários momentos tu chega no amor, né?
O amor é... Tô achando que ele tá virando Dr. Love aí, meu caramba.
O Dr. Love, cara, o Dr. Love... Então, esse cabe em um outro episódio.
O Dr. Love, pra quem não sabe, é o apelido dado a um pesquisador...

(51:56):
O Paul Zak, que estudou muito a citocina, mas que se promoveu muito a constatia.
Ele escolheu o lado ruim da ciência, que é uma autopromoção com uma discussão muito...
Uma coisa é a gente deixar o diálogo legal, compreensível e tal.

(52:19):
Outra coisa é simplificar, né? Então ele levou a citocina pra aquela história de a molécula do amor,
e aí ele foi se perdendo nisso, aí ele ia pra todo lugar, dizendo que a melhor
estratégia era abraçar, três abraços por dia três xingos no cangote e é muito
doido, porque claro se eu pegar,
por exemplo, e der um abraço na Lini minha esposa, o Gab dá um abraço na Lidia

(52:45):
eu dou nas minhas filhas é claro, isso é completamente diferente um abraço dentro
de um contexto dentro de um vínculo social,
enfim, mas ele saia com essa história de sair dando abraço e uma vez ele veio
pro Brasil dar um abraço a galera, sabe dessa história?
Não, não sei não, quando você chorou e aí ele veio pra falar num daqueles eventos

(53:06):
fronteiras do pensamento, enfim e aí ele, eu não lembro como que foi a história
mas ele também foi a uma cave pra gravar uma.
Uma entrevista e aí me chamaram pra tá junto com ele fazendo eu e a professora
Anazório pra gente fazer a entrevista com ele os três abraçados e aí.

(53:28):
A gente vai lá fazer a entrevista com ele, acho que essa entrevista nunca foi
ao ar e aí quando ele desceu do táxi ele é um cara grandão, né,
quando ele desceu do táxi, a primeira coisa que ele viu foi me dar um abraço.
Mas assim, rapaz, que abraço ruim. Suvaco na cara, aquela...
É, tem a diferença de altura. Então, tem que ter com o nariz no suvaco.
É fácil pra ele abraçar o suvaco. Cara, aquele abraço que é um abraço frio,

(53:52):
um abraço duro, não é aquele abraço gostoso.
E assim, eu tô falando isso porque, na verdade, as coisas têm que estar sempre
dentro de um contexto. Então a gente faz estudos, por exemplo,
aqui sobre toque humano.
Claro. O toque humano, ele tem um efeito afiliativo muito importante,
a gente estuda isso aqui e vê o efeito do, a gente já testou o efeito do toque
na regulação emocional a gente pode comentar disso uma hora,

(54:13):
mas ao mesmo tempo que o toque tem o efeito afiliativo, dependendo de como ele
é dado a pessoa pode interpretar como a sério e também de quem tá dando, né?
Em que contexto tá sendo o toque, tem situação de poder ou não tem?
Se esse contato, pele de proximidade fosse tão bom assim,
de uma cura dessa metrô de seis da tarde ia ser um tratamento todo mundo ia
ser uma terapia todo mundo ia ser feliz E esse que é o problema,

(54:35):
na verdade o toque ele comunica muita coisa ele comunica desde emoções e desde
relações sociais mas tanto no lado positivo da história,
então determinado tipo de toque a gente pode entender como uma aproximação,
um contato positivo, até uma aproximação indevida um assédio sexual demais, demais.

(54:59):
A gente tem que tomar muito cuidado com... Mas não, você...
Esse Dr. Love tá por fora. Você é agora o novo Dr. Good Love. Você é um cara bom.
Um amor pela empatia, um amor pra... Oropa, Tenanoanga...
E agora você falou também da meditação do amor, né? É. É boa.
Melhora a regulação. Melhora.

(55:19):
Importante isso. Você tá vendo? Eu acho legal. Você tá vendo que é engraçado?
E tem gente que diz que eu sou gatilho.
Pois é, você é um gatilho do bem. É, então, é. porque, vê só,
esse mindfulness é um foco um pouco ligado a questões da atenção,
né, atenção plena e tal, mas é muito comum no budismo ter meditação que são com um tipo de,
de conteúdo de conteúdo, né, que é gratidão ou do amor, da morte também eles fazem,

(55:46):
né é que essa que é a ideia que foi o estudo da Camila e de várias pessoas,
né, que começam a testar o efeito de uma meditação mais nessa linha do mindfulness, né, que é mais.
Atencional, e essas outras meditações que tem esse apelo de um conteúdo.
E o que a gente encontrou aqui, e vários têm encontrado, é que essas meditações

(56:08):
que tem essa coisa do conteúdo,
né, então uma meditação por exemplo, a compaixão, uma meditação que,
por exemplo, o Love Kindness Meditation, né, então a meditação que envolve amor
e tal, elas acabam tendo um efeito maior do que simplesmente um treino de atenção.
É bem No caso da Camila, a gente fez essa meditação da compaixão com o apoio

(56:30):
de um colega bem interessante.
Ele é músico, ele não é da área da psicologia, mas ele trabalha com meditação, que é o Face Talk.
Você que está com o meu, você vai gostar bastante de ouvir. Ele é músico e ele
tem uma banda chamada Grupo Tri.
Um grupo infantil, bem legal. Ele, Marina Pichet, é um grupo bem legal.
Aqui que você falou Face Talk, eu achei que era gringo.

(56:53):
Não, não é gringo, não. bem legal ele, inclusive um abraço, Fê.
Fê, Fernanda e aí a gente fez uma parceria com ele, e aí,
implementou a meditação que ele estuda e trabalha no estudo da Camila e deu
um efeito bem legal na regulação emocional então,
por exemplo, Fê, ó eu tô com teu livro, teu livro tá bem cuidado eu preciso

(57:15):
te devolver, eu tô com o livro dele da meditação, acho que diante da pandemia
já, mas rapaz o rapaz espera pra poder ler e meditar mesmo e eu segurando o
livro dele você tá meditando pelo menos?
Eu tô meditando eu tô pensando se tá mais amoroso mesmo cada vez mais amoroso
mas é isso então, Gabriel muito bom beleza,

(57:35):
acho que também abriu uma portinha legal pra falar um pouco mais desses tópicos
de emoção e regulação, também tem mais coisa ainda tem muita coisa,
a gente só pincelou ainda alguns pitacos legal,
legal maravilha, gente, muito bom até a próxima, valeu.
Music.
Advertise With Us

Popular Podcasts

Dateline NBC

Dateline NBC

Current and classic episodes, featuring compelling true-crime mysteries, powerful documentaries and in-depth investigations. Follow now to get the latest episodes of Dateline NBC completely free, or subscribe to Dateline Premium for ad-free listening and exclusive bonus content: DatelinePremium.com

Stuff You Should Know

Stuff You Should Know

If you've ever wanted to know about champagne, satanism, the Stonewall Uprising, chaos theory, LSD, El Nino, true crime and Rosa Parks, then look no further. Josh and Chuck have you covered.

The Breakfast Club

The Breakfast Club

The World's Most Dangerous Morning Show, The Breakfast Club, With DJ Envy, Jess Hilarious, And Charlamagne Tha God!

Music, radio and podcasts, all free. Listen online or download the iHeart App.

Connect

© 2026 iHeartMedia, Inc.