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September 11, 2024 52 mins

Bem-vindos à segunda temporada do nosso podcast Cadê a Hipótese, Ruth?! Após uma longa pausa, Paulo Boggio e Gabriel Gaudêncio do Rego retornam com discussões instigantes e muito humor. No episódio de hoje, exploramos as teorias da conspiração mais absurdas e como elas ganham tração nas redes sociais. Desde a ideia de que os pássaros são robôs espiões do governo até a crença em terraplanismo, discutimos os fatores psicológicos e sociais que fazem com que as pessoas acreditem em fake news. Além disso, abordamos o impacto das redes sociais e dos algoritmos na disseminação dessas teorias. 

Convidamos nossos ouvintes a participar e compartilhar suas opiniões e teorias conspiratórias favoritas em nossas redes sociais. Será que Ruth está realmente por trás de tudo isso? Descubra conosco!

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(00:00):
Music.

(00:11):
5, 4, 3, 2, 1, 0, all engine running, liftoff, we have a liftoff.
Olá pessoal, bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast Cadê a Hipótese, Ruth?

(00:31):
A gente está voltando de longas férias, eu e meu amigo Gabriel Galdêncio Dorrego,
para dar início à nossa segunda temporada.
A primeira temporada tá lá à disposição disponível lá no site quem não ouviu
todos os episódios, vai lá escuta, aproveita não paga nada, a gente não ganha nada,
e mesmo sem ganhar nada, a gente resolveu gravar a segunda temporada,

(00:53):
né quem nasce pra não ganhar nada,
já tá acostumado já pra não dar muito cenário estamos no zero,
vai ficar no zero, então vamos continuando,
e assim, enquanto a gente ficar no zero significa que ninguém vai saber quem
é Ruth, né é verdade nem qual que é a gente de que root tem e não tem exatamente,
mas Paulo Borja não estamos ganhando, mas também não estamos perdendo exato, isso já é,

(01:16):
um começo e houveram muitas pessoas que vieram comentar que a gente estava,
muito tempo parado, que estavam sentindo saudades, que nos ouviam no trânsito
e aí quer agradecer umas pessoas aí?
Vocês ouvintes merecem São países que não tinham informação, né?

(01:39):
É, teve a professora Suzy. Grande Suzy.
Tiveram mais alguns alunos também que perguntaram se a gente ia voltar.
Teve também colegas. E teve muita gente, assim, eu tô esquecendo de várias pessoas
também. É meu... Vamos deixar rolar, então?

(02:00):
Não, vamos. Mas teve bastante gente mesmo, assim, acho que umas 12 pessoas.
Foi muito pra tu aí. Pra mim foi menos. minha mãe minha mãe e meu pai meu pai,
Tainho perguntar, e aí, quando que volta esse podcast,
não volta nunca mais acho que eles acharam até que a gente tinha brigado na

(02:20):
nossa amizade profunda, prolongada profícua,
de mãos dadas de mãos dadas a mão que balança o berço e eu queria falar uma coisa importante fala,
estamos de volta primeiro ponto importante,
estamos de volta batendo um recorde em São Paulo.
Quem tá no trânsito agora aqui de São Paulo, né? Estamos no terceiro dia já

(02:42):
consecutivo. São Paulo...
A pior cidade do mundo em termos de poluição do ar. É mesmo?
Eu acho que o terceiro dia é hoje. Ontem foi prêmio, antes de ontem foi prêmio
também. É uma cidade premiada.
Ninguém pode negar. Exatamente. E assim, foi uma batalha longa,

(03:02):
né? Ah, dá pra chegar nesse ponto aí. Ah, é uma conquista.
Praticamente. E era de Olimpíada, imagina, medalha de bronze?
Não, a gente foi ouro. A gente é ouro? Ouro na deputação. Eu achei que era o
terceiro. É o primeiro lugar mundial de deputação.
Em poluição. Em poluição, né? Poluição.

(03:23):
Exatamente. Rapaz. Exatamente. Isso não é pra qualquer um? Não é pra qualquer
um. Gabi, a gente tem que comemorar esse negócio.
Então, porque assim, estão batalhando arduamente em outros lugares também pra
chegar nesse ponto. É mesmo? É.
O mundo todo tá batalhando pra chegar nesse lugar. Quem que você acha que tem
chance de alcançar a gente?
Mas o homem novo tá em Brasília, Gugão. Falou que tá horrível lá, Gugão.
Gugão, Gustavo Pozobon disse que tá horrível a experiência lá das queimadas

(03:48):
acontecendo ali no centro-oeste e a fumaça indo pra aquela região.
O Brasil tá pegando fogo bicho, o negócio tá drástico. Tá feia a coisa É,
o nosso colega, nosso amigo professor Ronaldo Pilates lá da UNB também comentou isso.
Tá brabo. É, que tá ruim mesmo, tá ruim mesmo. Mas então Brasília você acha que tá chegando perto?
Eu acho. Os nossos rivais são internos. São internos. É, a gente tá conseguindo.

(04:10):
Eu não sei, a gente vai garantir o pódio completo.
Ouro, prata e bronze. Mais chato que sim, viu? Esse ano foi muito seco,
cara. O negócio tá drástico.
Eu tô rindo pra não chorar, né? O negócio tá brabo mesmo.
Nos próximos anos aí do Brasil vai ser um negócio sério, né?
Espero que a ciência nos ajude, porque... Porque os políticos não podem.

(04:30):
Dependendo deles. A indústria também, algumas não. Não, não. Também não.
Caramba, Gabi. Que coisa horrorosa. Mas, Paulo, vamos falar de coisa boa?
Vamos. Qual é o outro prêmio que a cidade ganhou? De trânsito.
É um outro efeito. Não, toda hora, né?
É, eu tô vindo de trem pra cá agora. E o trem hoje também tava lotado. Tá muito lotado.

(04:52):
É o clássico, né? Aí parece que teve um problema numa estação em São Paulo,
aí todas vão ficando... Sempre tem um problema. E eu tenho um problema.
Na estação em São Paulo também. É que eu sou muito perdido. É mesmo, eu tô errado.
Eu fico muito atrapalhado. Se não fosse o GPS, o Maps e a minha esposa,
eu acho que eu não chegava aqui.
Pra pegar metrô rapaz é a reta bicho não é nem culpa não,

(05:14):
mas tem que fazer a baldeação eu sempre erro se não se faz eu ponho meu fone
vou ouvindo música cara, quando eu vejo eu tô no lugar errado que maravilha
é, eu saio sempre do lado errado isso aí é um sentido às vezes até,
místico, né que você tá se achando em novos cantos,
Deixa acontecer naturalmente, dizia o grande filósofo. É, eu sei.
Hoje custou vários minutos até eu me achar. Foi mesmo?

(05:37):
Foi, foi. A porta do metrô abriu pros dois lados. Quando abre pros dois lados
é muito ruim, né? Ah, é difícil.
Esquerda, direita, pra onde eu vou? Eu fui exatamente pro lado que eu não podia ir.
E aí eu não achava volta mais. É verdade.
Porque quando sai de um lado, você sai de um metrô, cai na boca do outro.

(05:57):
A junção ali do da República com o.
Republicano tá vendo, não sei nem se... é a linha vermelha com a linha amarela,
aí você sai de um lado, você cai certinho na entrada do outro,
que aí é lindo aí você sai pro outro lado, aí não tinha placa,
não tinha nada vou pensar em fazer um home office pra tu começar a se perder em casa,

(06:22):
cara, que tragédia isso, é muito ruim eu sempre erro mas aí pensando no trânsito
de São Paulo, dá pra pensar também sem prolongar mais o tempo do podcast.
Porque na hora eu fui pegar um carro ontem pra ir levar o Romeu no pediatra, na pediatra. Sei, sei.
Doutora Mari. Grande doutora Mari. Grande doutora Mari. E onde que ela atende?

(06:43):
Ela atende na... Eu acho que ali é Vila Mariana.
Maravilha. Ela é muito boa. Doutora Mari, se você estiver escutando,
o Merchan é de graça. É, dá aquele descontinho na Brasília.
Tô até devendo ela, inclusive.
E a Leandro Sembrado, cara achando que,
e demorou muito tempo, cara, tava um trânsito ali, né, na 23G mais absurdo então

(07:06):
aqui, 40 minutos de episódio agora não vale a pena não sei se você sabe que
eu faço Uber, né sei, eu tô sabendo,
tá difícil eu faço Uber no final da tarde, eu saio daqui da consola,
porque eu venho de trem, depois eu pego o carro pra fazer um Uber então quando
dá 5 e meio eu saio daqui aqui, vou até Santa Cruz.

(07:26):
Cara, leva quase uma hora pra eu chegar lá. Onde é Santa Cruz?
Santa Cruz é ali, no região ali da... perto da... Eu sou perdido mesmo,
mas é perto ali do... Saúde. Saúde.
Aí eu vou pra lá, pego três passageiras, aí de lá eu vou até o Paraíso,
pego mais uma passageira, depois eu venho aqui pra Constelação,
pego a última passageira e vou pra casa.

(07:48):
Eu fico das cinco e meia a umas sete e meia, a oito fazendo Uber.
Só pra entender, porque assim... E aí eu ponho o nosso podcast pra ver se a
gente não colocou parte, né? Aí já tem que ficar editando no meio do caminho,
né? Tu falou... Tua família tem quatro pessoas, tu falou umas oito aí diferentes.
É que a gente adotou muita gente. Entendi, tá rolando... Porque a gente vai

(08:10):
dando, tem as amigas, tem isso, tem aquilo, que mora tudo perto, ou no mesmo condomínio.
Cara, o carro vai pondo gente, né? Tu lembra que eu sou teu amigo também, viu?
Só chamar, ó, aplicativo, procura lá. Paulo, Bódio, SuperPai. Será, né? Vamos fazer.
Obrigado, hein? Mas é incrível, o trânsito só piora. Claro, é uma eternidade.

(08:31):
O problema é só da gente aumentar o tempo do podcast, essa a gente vai ter o que falar, né?
É, isso é meio preocupante. A gente anda meio sem palavras.
Não, é pra evitar falar muita besteira. É, na dúvida não fala.
Muito bom, Gabriel. E tuas férias foram boas? Pais foram, viu?
Bem boas. Trabalhei, né? Bastante. É mesmo?
Trabalha nas férias. Função de babá, de bebê, babá de bebê, mas é uma excelente função.

(08:57):
E adiantando trabalhos no Mackenzie, uma série de instituição,
então tem que dedicar pra dar aulas maravilhosas. Claro.
Foi bom. Muito bom, muito bom. Mas assim, acho que próximas férias vamos pra uma praia, né, Jope?
Porque aqui, daqui pra lá, não vai ter é mais cedo. É bom. O Gotham City aqui
tá... O Gotham City tá feio. Eu fui pra... pro Pantanal.

(09:20):
Logo ali. Logo ali. Pertinho, cara. Imagina eu perdido chegando no Pantanal.
A lei tem nem a reda não, meu. Não, tudo...
Mas foi bem bom e eu gosto de fazer birdwatching. E você sabe que birdwatching
tem tudo a ver com o episódio de hoje, né?
Não sabia, mas não tem um termo de observação de pássaro, não seria?
Observação de pássaro. Tá todo chique, mas birdwatching. É, é que é chique por termo inglês.

(09:41):
É o pessoal da Faria Lima. o pessoal vai pra eles não vão pra reunião,
eles vão pra meeting pra meeting e os boardwatchers.
Eles não fazem um relatório eles fazem um report good to see you.
Observar o good to see you qual outro pastor aqui tem lá do boardwatch e o Piper que é o tucano,

(10:11):
é muito bom mas,
você sabe que é bom se nós tivéssemos em inglês pra ficar chique é bom,
é bom, é bom eu tô pensando agora em começar a falar desse jeito
eu também eu já falo em português e ninguém me entende direito imagina em inglês
é bom que pra não dar desculpa eu assisti a desse uma palestra em espanhol aqui

(10:37):
no Mackenzie muito legal também e aí eu ficava lembrando daqueles hipnotizadores de palco cara,
dava um sono uma palestra boa do cara a dele era boa eu uso de idiomas pra esses
efeitos secundários da linguagem o espanhol dá uma coisa meu deixa eu ficar

(10:57):
com um soninho dá um soninho e uma parada meio misteriosa também entendi,
mas sabe o que porque pássaros tem a ver com a nossa discussão de hoje? Sei.
Eu acho que por causa do Twitter. Não. Ah, não? É também. Tá, então tá.
Existe um movimento global chamado...

(11:20):
E aí eu vou usar em inglês de novo, porque eu tenho que gastar o meu em inglês.
Birds aren't real. Ah, eu já ouvi.
É um movimento de que os pássaros não existem. Eles existiram.
Mas são todos os pássaros ou são... Todos os pássaros.
Não, todos. Todos? Começaram a falar dos pombos, mas é de todos.

(11:42):
O governo americano, ele, usando os aviões, pulverizou o gás e matou todos os pássaros do mundo.
Acho que sim, né? A pergunta dessas questões, no caso dos pássaros,
é se fica circunscrito ao país deles ou é do mundo, né?
Eu acho que é do mundo, porque isso também está relacionado com uma outra tentativa

(12:04):
de dominação global, né? Qual? Qual é a criptativa?
Todas, né? Todas. Os caras estão tentando... Vamos pegar o pássaro,
então. Não tá pegando essa conversinha aí. Tô enxergando que hoje o episódio é sobre...
Fake news. Fake news, cara. Teorias da conspiração. Pô, essa dos pássaros foi bem importante.
É. A história do pássaro é ótima. Você sabe a origem dessa história?

(12:28):
Não. A história é a seguinte. Um camarada resolveu criar.
Ele pegou um cartaz num evento do Trump 2017,
se eu não me engano e escreveu atrás Birds aren't real e aí ficou lá protestando
só que era tipo gozão e aí viralizou e aí ele entrou no personagem ele e um

(12:53):
colega criaram um movimento.
Criaram um merchandising, criaram camiseta, boné. Tem site na internet, tem livro.
Lançaram um livro da história de como que os pássaros foram eliminados.
E aí eles entraram o personagem de um jeito e começaram a criar todas as teorias.
Então a teoria toda do por que não tem mais pássaro, porque o governo americano

(13:15):
eliminou todos e imediatamente substituiu todos por pássaros robôs espiões.
E cara, faz todo sentido. Olha só, por que que um pombo senta no fio elétrico?
Pra recarregar. Pra recarregar. Ah, meu amigo, eu sabia, sabia.
Por que que o pombo sempre faz cocô na pessoa que tá passando embaixo ou num carro?

(13:42):
Primeiro ponto é, ele tem a mira laser, né? Isso. Então a precisão é tecnológica.
É tecnológica. E por que que ele faz isso? Pra marcar. Pra marcar.
Ele coloca um... Ah, imaginava. Ele coloca uma espécie de um chip de geolocalização.
Eu já imaginava que não era sem querer. Eram umas cagadas muito precisas.

(14:03):
É verdade, cara. Você anda por São Paulo, a quantidade de pombo te seguindo
é incrível. Quer ver outra coisa?
E essa teoria é muito boa. Eu acho que ela é verdade.
Tá quase me convencendo já. Eu tô gostando. Você já viu um pombo filhote?
Então, isso aí eu vou ter que criar um problema aqui que eu já vi ah, você já viu?

(14:27):
Já vi, cara cara, então você pegou um grupo de pássaros rebeldes e conseguiu escapar disso,
com máscara porque eu nunca tinha visto de verdade pombo novo e eu realmente
estranhei, um dia eu tava aqui morava aqui no Santo Cecília e eu vi no telhado umas...
Parecia um pombo pequeno eu se fosse você eu não continuava contando isso não
então tá gravado aqui porque tão gravando e o governo vai atrás desse pombinho

(14:51):
filhote eles vão matar esse pombinho.
Mas tu sabe o que rolou agora? Viu uma reportagem essa semana que era discutindo
sobre as questões de UFO, de OVNIs, e como isso tá influenciando a política atual. Sim.
Como essas discussões sobre obras e ofus estavam influenciando.
É, a gente está levando a brincadeira e esses caras, eles vestiram essa roupa

(15:13):
e basicamente a ideia deles era exatamente mostrar o absurdo do absurdo e mostrar, por exemplo,
que se as pessoas acreditam realmente numa teoria dessa,
significa que elas acreditam em qualquer coisa. Em qualquer coisa.
E isso, claro, interfere, porque boa parte, por exemplo, dessa invenção que
eles tiveram é manipulação do governo pra controlar as pessoas e uma galera

(15:36):
acreditando dos pássaros mesmo é sério.
É ele durante uns 4 anos ele se manteve no personagem e foi a galera seguindo
e quando ele falou assim,
tudo mentira aí de repente rolou uma cisão no grupo muita gente aderiu, sacando que já era,

(16:01):
mentira, exatamente quase como um contra movimento,
né, pra meio que mostrar os absurdos, então os caras vão em movimentos de pessoas
que realmente acreditam em teoria conspiratória e levam as placas de teoria
conspiratória de pássaros que não são reais exatamente pra invadir um movimento
desses com uma coisa mais absurda aí ainda,

(16:23):
só que muita gente acredita, né, que loucura, muita gente acredita,
as camisetas são muito legais eu tô pensando em comprar uma tem lá,
tem uma que é o pombo, dá pra ver direitinho o mecanismo de soltar cocô com
chip eu já vi algumas fake news não fake news,
eu vi algumas teorias de conspiração tem uma que era do Fluor não sei se tu lembra dessa,

(16:47):
que o Fluor.
Deixava o pessoal mais burro, então interferia em habilidades inteligentes e tal,
e aí ele disse que a ideia é porque a indústria não tinha onde liberar o flúor
decorrendo da mineração e acabava jogando nas sentes de água e falava que era
por causa dos dentes da galera, pra poder ver os dentes tem uma explicação bem

(17:08):
imbricada sobre o flúor e tal,
e assim eu quando era jovem eu via muita teoria da transpiração cara,
chegava muito fácil, porque tinha uma questão do poder,
do conhecimento de coisas que tipo, olha, estou sabendo de coisas que ninguém
sabe, aquele filme bem legal, já vi um filme que é Obey não Obey,
o nome do filme é um filme tem.
Tem, tem, é uma coisa que tem a história do Obey, que é um cara que ele tem

(17:31):
um óculos, é sério? não, não, não.
E esse filme é dos anos 80. É muito bom, velho. É mesmo?
E esse cara tem um óculos especial aqui. Ele acha esse óculos,
aparece no mundo dele, de repente. E quando bota o óculos, ele vê que,
na verdade, são alienígenas que estão na Terra.
E aí as mensagens que tem de jornal, de revista, sempre é o B.
E são comandos de ordem, né?

(17:51):
Esfaçadas de imagens. E aí esse Obey... Chique! Obey de obedecer.
Para de birdwatch, cara! Não, para!
Eu acho que a gente logo, logo consegue... Falar inglês.
Sei lá, virar fio. oh yes e esse Obey, essa brincadeira esse Obey,
esse símbolo, vem muito desse filme Day.
Eu vou depois, até o final do podcast a gente descobre o nome do filme,

(18:14):
tá bom, e a gente põe o link lá põe o link, é muito bom esse filme é mesmo,
é mas tem muito disso muita gente engaja nesse tipo de crença,
por dar esse sentido de eu tô fazendo parte de algo eu tô fazendo parte de algo
que só poucas pessoas só sabem, só alguns iluminados conhecem, né?

(18:34):
É um clássico isso, né? Do estudo desses fenômenos grupais e tal, né?
É interessante, só que aí hoje em dia vai batendo de frente com uma coisa chamada ciência, né?
Incluso essas percepções de que algumas dessas teorias, a ideia que eu tenho,
parece que eu tô falando agora, é que ao longo da história isso sempre esteve
presente. Sempre. Sempre.

(18:55):
Sempre. Mas agora vai ficando cada vez mais aparente, até o ponto de ser ridículo
como questões que não fazem nenhum sentido, por exemplo, terra plana tá persistindo
e formando grupos gigantes, pessoas que estão defendendo isso.
Então tá chegando um ponto até de parecer uma coisa meio um termo assim que
não seria uma coisa meio esquizofrênica não pensando em termos clínicos diretamente,

(19:18):
mas a ideia de uma quebra com a realidade mas por que que será?
Aí a gente tem que começar a ver e aí as pesquisas levam a gente pra isso quais
são as características características, por exemplo, psicológicas,
as características cognitivas, estilos de pensamento,
que fazem com que algumas pessoas acreditem em coisas como essa,

(19:39):
né, pássaros não são reais,
acreditem em terra plana.
Acreditem, vamos pegar a Covid, né, tinha aquela história de tinha chip na vacina,
né chip na vacina e as pessoas acreditando nisso e deixando de se vacinar e
tal, tal, tal, o uso político disso,
né, porque aí obviamente tem uma série de pessoas, de políticos que percebem

(20:02):
essa possibilidade e veem nisso uma chance enorme de atrair eleitor,
então quantidade de, de,
creio que estão assim, a gente, por um lado é isso que você falou a gente tem
muita informação hoje, a ciência avançou uma barbaridade nas últimas décadas, né,
e ao mesmo tempo a gente tem pessoas acreditando nesse tipo de coisa,

(20:25):
né, então quais são os estilos cognitivos, o que faz com que as pessoas acreditem,
o que faz com que algumas estejam mais afastadas da ciência, então,
a história, o homem pisou na lua, muitas pessoas acham que aquilo foi completamente.
Uma fraude forjada, foi gravada num estúdio e não sei o que então por que será

(20:45):
que isso acontece, e aí tem muitos fatores, bem multivariado essa história.
Tem um fator principal que é o primeiro ponto, a ciência evolui deveria ser mais,
simples perceber a incoerência de alguma dessas histórias mas ao mesmo tempo
também a ciência evoluiu tanto em alguns domínios que as pessoas perderam completamente

(21:06):
a capacidade de rastear, entender onde é que está o avanço científico,
porque você fala agora de, sei lá,
de sensores quânticos que se usam em magnetos, você fala de.
Técnicas, sei lá, de produção de polímeros, de nanotecnologia,
e aí o que eu vejo assim, chegou um pessoal que perdeu completamente a capacidade

(21:27):
de entender o que se faz em ciência e acha plausível que haja um microchip dentro da vacina, sabe?
É, é. Um chip líquido. é porque aí começa a entrar esse é um dos fatores bem
importantes que é a história de você,
não conseguir compreender coisas extremamente complexas e com isso você aceita

(21:49):
as explicações mais fáceis, né?
Esse é um dos mecanismos bem clássicos, né?
Então, é muito mais fácil eu entender que o vírus foi por exemplo,
uma criação de um governo pra dominar a economia global é uma explicação muito
fácil, né? mas você fala, pô, faz sentido, né?

(22:10):
Esses caras querem dominar o mundo e tal, do que você parar pra pensar.
O que que é um vírus, como que ele evolui, como que ele se transforma,
como que ele chega, como que tá numa espécie, tá em outra, como que se contamina,
como que se espalha, quais são os vetores todos,

(22:31):
como que funciona uma vacina, o que que ela...
Então, a gente tem muito disso, né? A facilidade de entender algumas coisas,
às vezes deixa a explicação é mais rápida e como ela é mais rápida,
pra muita gente ela é mais plausível é mais plausível e novamente volta a questão
do tipo de você entender esses jogos de relações de poder,

(22:53):
estrutura ah sim, porque isso também é outro lado que
aí cai muito no perfil tem um outro fator que vai nessa linha do que você falou
tem muitos estudos que mostram que boa parte dos perfis que acreditam em teorias
conspiratórias são perfis que tem índices muito altos de uma coisa chamada narcisismo
coletivo então qual que é a ideia?

(23:15):
São pessoas que acham que são o grupo dela muito bom, mas que as pessoas não
enxergam, não identificam a hostilizam, enfim ou seja, tem uma visão de que eles são bons,
mas não são reconhecidos e aí isso cola muito pra algumas pessoas como como?

(23:36):
Ótimo, a gente acredita em terra plana, eles é que não sabem e aí se fecham dentro dessa história.
Muitas vezes são pessoas que às vezes não conseguem chegar em algumas posições
de poder, de comando, e aí criam
esse tipo de crença e em torno dela vai juntando seguidores, pessoas,
e aí ganha poder, que aí é o mais triste, quando a gente começa a ver pessoas

(23:58):
em cargos altos, presidências.
Governos, cidades e tal, tipicamente com discursos como esse e absorvendo muito,
por exemplo, o eleitor que é praticamente um seguidor quase que de uma seita
de uma concepção mirabolante do mundo e dos fenômenos em geral pessoas que acham

(24:19):
que seu grupo é perseguido,
que seu grupo sofre ameaça dos outros enfim esse é um fator bem importante que
se observa muito tem uma colega nossa a Alex X,
Fichoca, eu não sei se fala desse jeito Eu sempre vejo ela se chocada Ela se

(24:39):
choca A nossa amiga Ana Luísa aprendeu a falar o nome direito Ela já tentou
me ensinar várias Se gosta,
se choca Sei lá, eu vou parar por aqui Mas enfim, a Alex Ela é de origem polonesa,
E ela é professora na Universidade Kent E ela faz estudos muito interessantes
Sobre teorias conspiratórias E esses grupos que normalmente são grupos menores e que tem um pouco essa.

(25:06):
Visão de que são grupos muitas vezes sub...
Eles se veem como subestimados, colocados à margem e tal, e aí essas ideias
fazem com que eles se sintam especiais, diferentes e tal.
Interessante, porque assim, dava pra se juntar em vez de ficar falando de terraplana
e de perseguição, pra fazer birdwatching, né, era muito mais legal, né?

(25:30):
Dava. Mas não é o perfil da galera.
E eu posso te dizer que eu, lá no Pantanal, fui tentar fazer as fotos dos pássaros,
cara, e eu realmente percebi um padrão muito diferente.
Dos pássaros ou do birdwatch? Nos pássaros.
É, como são? Eles pareciam que estavam me monitorando. Eles são reais,
não é? Eu acho que eles estavam me monitorando. É porque os daqui do Brasil são especiais.

(25:51):
Eu vi vários tucanos sentados no fio elétrico, carregando. O Will Piper, eles são. É, eles são.
É, é, eles estavam lá. E pra canibico tem uma capacidade de processamento maior.
Exato. É, e o bodywatch é uma profissão, profissão não, um hobby solitário, né?
É um hobby solitário. É uma profissão, um hobby. É um hobby, é.
É um hobby solitário. Mas enfim, mas agora falando sério, não vi.

(26:12):
Os passos continuavam lá, lindos, maravilhosos, e a gente precisava preservar
o planeta, porque a diversidade... É, então, novamente, o Pozo Bono de Brasília filmou uma arara.
Não era azul, era uma arara, sei lá.
E ela estava numa árvore em Brasília eu falei, nossa que lindo,
ele falou, é lindo mas é um sinal de que ela está fugindo ela está saindo do

(26:32):
habitat dela é uma beleza,
não é beleza tem muitos que estão fugindo, mas enfim mas voltando para a nossa
discussão aí dos narcisistas dos coletivos e dos fatores então esse é um dos
fatores importantes que sustenta muita gente com essas crenças conspiratórias.
Uma pergunta inteligência seria um fator também?
Então, é curioso isso, Gabi muita gente vai nessa linha de que inteligência

(26:57):
é o fator, né? Muita gente apostou nisso nas pesquisas do seguinte tipo, né?
Então pessoas com índices de interesses tipos que se usa, né?
De inteligência, seriam menos propensas a cair em teorias da conspiração.
E não é o fator.
Isso é interessante. Não é o fator. Não é simplesmente ser mais ou ter mais

(27:19):
habilidades cognitivas disso ou daquilo.
Até porque parece uma resposta fácil. se fala assim, ah, esse é o cara burro, acreditar nisso.
É muito mais complexo também, né? Muito mais complexo do que isso.
É só aqueles burros que acreditam nisso e tal.
E não é. E não é. Essa é a tendência nossa de achar que o outro é inferior ao que a gente e tal. E não é.
Inteligência não costuma ser

(27:40):
um fator importante. Um fator que é muito importante são viéses que todos.
Nós temos, independente se aquilo é ditorial ou conspiratório ou não,
que são aqueles viéses, tipo viés de confirmação, viés de crença,
Então a gente tem uma tendência a buscar coisas que confirmem a nossa concepção

(28:00):
de mundo e ter uma dificuldade de achar que o que o outro está me falando pode estar correto.
Então basicamente a gente fica tentando,
confirmar o que a gente acredita então você pega o sujeito criou de uma maneira totalmente.
De brincadeira essa história do pássaros não são reais,

(28:21):
e algumas pessoas acham nossa, mas faz sentido, e aí você começa a buscar as
explicações, é, realmente eu nunca vi filhote passarinho o que que ele tá sentado
na minha casa vai subir na árvore pra ficar vendo mas ele não para pra pensar
isso, né a lógica é mais essa,
né nunca vi nenhum filhote passando na minha frente, claro, ele não sabe voar
ainda tá no ninho, ele tá lá tranquilo ou ele tá lá sentado na fio elétrico

(28:45):
claro, ele tá carregando, enfim aí começa a buscar as informações,
pra confirmar isso, aí de repente acha que um dado dia algum avião soltou alguma
coisa, deve ter soltado gás que matou todos os,
pássaros, né, e junto a isso, algumas figuras de liderança né,
que a pessoa acaba depositando toda a sua.

(29:07):
Crença no que essas pessoas falam, né? E aí é a história da inteligência.
Não é que ela é mais ou menos inteligente, mas ela delega pro outro a verdade, né?
Então, se o fulano tá falando isso deve ser verdade.
Então você pega... Toma agora, né? Eleições nos Estados Unidos.
O Trump tá lá de novo concorrendo.
A quantidade de falsa, né? De desinformação que ele promove é enorme.

(29:31):
Eu vi hoje que ele falou que imigrantes comiam pets. Foi isso ou não? É mesmo?
Eu acho que era quando vocês eram imigrantes. Agora ele falou que rolava uma parada muito bizarra.
Que acho que ele foi desmentido ao ouvir. Falaram, não, pelo amor de Deus,
né, Tranto? Que tem isso, né? E é isso, mas pra quem tá escutando e apoia...
Não vai questionar isso. Poxa, se o Trump, que é quem eu acredito,

(29:53):
tá falando isso, isso é verdade.
E aí, claro, vai ficar confirmando e buscando formas de manter isso na cabeça,
né? Então tem uma questão que é o narcisismo.
Narcisismo. A inteligência não é, que é curioso isso. É, não é, não é, não é.
Idade, tu acha que tem a ver com idade? E outra questão, aspectos de ideologia política.

(30:16):
Então, tem umas discussões sobre essa questão da ideologia política,
se teria uma diferença entre pessoas que estão mais alinhadas à esquerda ou
mais alinhadas à direita apoiarem questões relacionadas a fake news e tal o
que se observa em geral é que quando a gente vai pros extremos mesmo,
extrema direita e extrema esquerda, as duas caem em conspiração só muda a teoria então,

(30:41):
numa vai ser uma sei lá, se a gente pegar clima vai ser uma teoria que é contrária
na outra que é a favor se for pegar esses tópicos inclusive bem polarizantes
o que muda só é o é o que está se discutindo sobre aquilo,
mas os tópicos muitas vezes inclusive são até muito.

(31:02):
Muito parecidos então assim, quando a gente vai para os extremos não muda tanto,
você vai ver os dois lados caindo em crença e isso é uma coisa engraçada porque aí,
muita gente que discute ah, mas quem será que acredita mais ou menos normalmente
são pessoas que pelo simples fato de já estar discutindo,
elas não estão nos extremos, mas elas ao mesmo tempo estão mais pro lado e aí

(31:28):
essas pessoas tendem a achar que é o outro lado que acredita mais, porque,
Se eu estou desse lado e eu não acredito, quem está desse lado não acredita,
né? Que é uma outra forma também de confirmar quem acredita mais ou menos, né?
Tem uma outra também que eu acho que tem a ideia de que idade e tal,
mas se descobriu que na verdade não seria idade. Um outro fator que estava por
trás disso, pelo menos em alguns países, é o uso de recursos como mídias sociais

(31:52):
que usavam para pegar notícias.
E acabava que, por exemplo, em alguns países, em alguns grupos,
era muito comum que as pessoas mais velhas usassem o WhatsApp,
uma forma de comunicação.
Mas o problema não era a idade, era o uso do WhatsApp não é um WhatsApp,
é um rede telegram é o tipo de rede e aí não usa jornal pra ler,
só vai na rede e às vezes a pessoa não conhece as estratégias que as empresas

(32:14):
estão usando pra propagar fake news e aí é legal,
tem umas pesquisas bem interessantes tem um grupo que começou a estudar muito uma forma de.
Tentar treinar pessoas a identificarem fake news porque seria importante,
de repente eu tô lá sentado, rodando no meu celular,
vendo um monte de coisa e já começar a sacar, não, isso aqui é fake news ou

(32:34):
seja, tem algumas coisas que funcionariam quase como um gatilhozinho pra,
opa, abre o olho e aí um grupo fez um negócio muito interessante há uns anos atrás,
que foi uma espécie de um jogo, funciona na internet e eles testaram com criança,
com adolescente, com vários grupos em escolas, a ideia basicamente é a seguinte, você,

(32:54):
entra num site que eles criaram e,
basicamente você vai ser treinado por uma mente do mal.
Então, eles inverteram completamente a lógica. Na verdade, ao invés de ficar
tentando de dar uma aula sobre o que é fake news,
como que ela é e nananã, eles vão fazer você passar por um treinamento como

(33:15):
se você fosse se transformar num propagador. Ah, legal.
Então, assim, começa mais ou menos assim, coloca o teu nome e tal.
Beleza, o que você quer fazer primeiro?
Destruir a reputação de alguém Ou simplesmente...
Ganhar, sei lá, 10 seguidores e tal. Aí se você já coloca assim ah,

(33:36):
eu quero destruir a reputação de alguém, aí a resposta, olha,
você não vai conseguir começar desse jeito.
Primeiro você precisa ter um número de seguidores. Como que a gente faz isso?
Aí, ah, você vai de cara, você já quer postar uma fake news sobre o fulano,
ou você quer postar coisas pra ir engajando?
Aí você fala, ah, eu quero já atacar o fulano e tal.

(33:59):
Ah, se você atacar o fulano, talvez você não ganhe credibilidade a médio e longo
prazo você vai ganhar meia dúzia de seguidores também mas no total não vai ser
bom e aí você vai indo pouco a pouco vendo as estratégias que muita empresa
faz e muitas pessoas fazem de ir criando uma reputação e aí começa,

(34:20):
solta meia verdade e vai indo e vai trabalhando até uma hora que você passou
por tudo que tipo de estrutura de texto você vai escrever como que é a fonte
qual o tamanho da fonte vai por imagem,
não vai por imagem e aí o sujeito vai passando por isso e ganhando uma série de.
Estrelinhas do tipo, você conseguiu engajar tantos você conseguiu entrar num,

(34:46):
grupo X, você conseguiu atrair tal perfil, você conseguiu difamar,
então é muito doido pensar desse jeito mas no final o que eles perceberam antes
e depois de fazer o treinamento eles avaliavam a capacidade dessas pessoas de
identificarem fake news e desinformação espalhadas em vários tipos de mídias sociais.

(35:09):
E aí, esse tipo de treinamento pra conseguir propagar aumentou muito a capacidade
dessas pessoas discriminarem.
Então, esses adolescentes, jovens, que passaram por isso, no final do treinamento,
eles rapidamente identificavam que eles... Aquela mensagem que tava aparecendo
na tela pra eles, aquilo era fake ou não era fake. Sabe o que é interessante?

(35:30):
Porque, na verdade, não é treinar na comunicação se é verdade ou não diretamente,
mas é treinando a comunicação a intenção do uso dela então você começa a entender
que quando há um tipo de informação você começa a interpretar as intenções possíveis daquele uso,
engraçado fica mais claro identificar que na verdade aquele que tem um que é

(35:52):
fake news, é muito claro que há uma intenção por trás, isso,
engraçado isso, é uma estratégia muito legal, muito interessante e esses caras
estão testando esse método já tem um tempo e tal, tá ficando mais sofisticado
já agora e é muito interessante porque a gente, sim, tem que pensar como que a gente faz,
tem uma geração enorme de pessoas que tá nascendo desde 2000,

(36:14):
tão nascendo dentro da internet,
né e tem que ter formas dessas pessoas.
Aprenderem a lidar com isso tudo, né é que tu falou uma coisa interessante,
porque tem a questão da personalidade, uma outra coisa que falamos é que isso sempre existiu, né,
então, talvez essa necessidade que temos de dar, sentir as coisas e às vezes
sentidos mais fáceis, que traziam as ideias de conspiração, força, agindo e tal.

(36:39):
Mas tem uma questão também que tu falou agora, que é a internet,
né? Porque o sistema da internet, que parecia que em certo momento pudesse nos
libertar de algumas formas de manipulação da comunicação... Ele te aprisiona.
Ele aprisiona e cria umas coisas muito interessantes.
Primeiro, o queixado do Twitter, que falou, mas agora o Shea,
sei lá o quê... E agora nem é nada pra gente, né?
Inclusive, que eu vou te falar, vou comentar de valor aqui, mas eu não sinto

(37:03):
saudade não e aí tem Triads, Blue Sky o que seja,
a questão chama de Echo Chambers uso de termos ingleses agora, que é as câmaras de eco.
E o segundo, da falsa simetria. De que a ideia de que opiniões divergentes têm o mesmo peso.
Quando, na verdade, por exemplo, mudança climática, o cara fala assim,

(37:24):
ah, a favor contra não, o cara apoia ou não.
Cara, na ciência é tipo 99% contra 1%. Exato.
Então essa questão do echo chambers e da falsa simetria ou essas redes,
começam a propagar isso e a impressão que dá é que são essas polarizações não
são tão divergentes, não são tão a diferença é parecida.

(37:44):
Essa coisa do echo chambers das câmeras de echo e essas bolhas que elas criam,
na verdade o algoritmo por trás está potencializando isso muito, demais,
o nosso amigo Diogo Cortiz é um dos caras que estuda muito isso, né?
Diogo Cortiz Cortiz, Diogo meu amigo eu comi uma letra aquele dia eu falei seu

(38:07):
sobrenome errado caramba, eu sou atrapalhado com tudo e pior que tem o Diogo
Cortiz que trabalhava com essa parte de ar, eu acho.
Não vou falar uma piada assim, foi a época que tinha um cara onde eu cortei.
Ah não, foi alguém que estava vendendo o curso de ar de Algotiz.
Não, é uma parada assim, enfim.
De Algotiz, esse é o cortez. Esse cara é bom. Grande, grande pescador lá da PUC.

(38:29):
E aí essas coisas dessas bolhas, assim, o algoritmo ele está facilitando muito
isso, porque você vai fechando.
Então, a gente tem viés de confirmação, viés de crença. Então,
o que é isso? Basicamente, a gente tenta confirmar nossas ideias.
Não aceita dos outros. Imagina agora que a gente tá num universo em que as minhas,

(38:51):
escolhas aumentam a probabilidade de eu receber informações do mesmo tipo.
Então eu vou ficando cada vez mais fechado nisso. Ou seja, o algoritmo ele praticamente,
potencializa muito uma tendência natural que a gente já tem de confirmar e de
ter crença sobre o mundo, porque a gente passa a não ter outras informações, né?
Você vai ficando fechado realmente numa bolha.
E aí, como nessa bolha todo mundo tá falando igual você, eu devo estar certo,

(39:15):
né eu acho legal entender o primeiro ponto, eu falei eco, é eco,
chambers em inglês é eco,
fala em inglês certo aqui vamos ligar lá para a história que é uma coisa engraçada
porque você cria a câmera de eco, porque no algoritmo fazia sentido,
tá, pessoas que gostam de coisas parecidas,
mas começa a formar entidades de grupo, talvez que eles acabem,
começa com um tema específico de terra plana e começa a surgir dentro do próprio

(39:39):
grupo outras teorias secundárias que vão levando o grupo como um todo então
o grupo começa a pensar parecido e aí ferrou,
porque você começa a ter um grupo que é fácil de cair em alguma conversa se
você pegar um gancho, ele já crê em coisas que não são muito lógicas e você usar esse gancho, então,
aí será que é conspiração minha de que há o uso programado intencional disso

(39:59):
na política não é conspiração, isso é verdade na política o que parece aqui
não é conspiração não as pessoas estão sabendo fazer algumas pessoas.
Aprenderam certinho a fazer pertinho a fazer.
Entenderam o mecanismo, entenderam o algoritmo e estão levando...
E quais são as teorias conspiratórias, né? É que a pessoa tem um tipo de informação

(40:22):
fake news muito comum, é aquelas difamatórias, né?
E aí é interessante, porque tem estudo de psicologia que mostra que é o efeito de uma bomba, né?
Você vai e fala, o cara tal é pedófilo, apoia a pedofilia, o político tal.
E aí passa no grupo de WhatsApp, Spider, porque é chocante.
Tem esse mecanismo também de compartilhamento nesse grupo, porque o cara quer

(40:43):
ser o primeiro a passar a notícia, o negócio, pô, você viu?
Isso cria uma máscara emocional ruim com o político, depois o cara pra recuperar isso já era esquece.
Então é um negócio preocupante e boa parte dessas coisas que cada um vai usando
pra compartilhar são sempre aqueles pequenos recortes da informação,
né a gente tá vendo isso acontecer agora nos debates,

(41:06):
prefeitura de São Paulo, né nossa, tá um negócio dá certo o debate inteiro,
aquela coisa assustadora, né Mas no final dali, alguns já entraram sabendo exatamente
a frase de efeito que vai soltar pra recortar e depois soltar na rede.
Meio que essa ideia de lacrar, né? E tá cheio de gente que não tá sabendo lidar com isso.

(41:28):
Tem alguns políticos que não estão entendendo essa armadilha que eles estão caindo.
Jornalista, político, tem gente que tá caindo nessa armadilha.
Eles estão virando alvo. Tem alguns políticos que estão claramente debochando,
assim, é céu aberto, dá pra ver que fácil.
É que eles estão esquecendo que no debate na arena parece que o debate tá lá

(41:50):
dentro, não, é pra fora. É, pra fora.
Exatamente. É pra fora. E tanto que chega um ponto, teve até um recorte,
foi um deputado aqui de São Paulo, que teve uma sessão da Câmara dos Deputados,
conversa com um cara que ele falou
assim, deputado, eu não estou sequer entendendo o que você está falando.
Por que você não viu isso aí? Não. E o cara falava umas falas muito pau,
assim, cortado e tal, só que assim, dentro do discurso, quem tava lá dentro

(42:11):
não fazia nenhum sentido. Nenhum sentido.
Aí você viu o recorte, você viu a cena toda, o cara é bizarro,
cara. o cara fala umas frases, ah, você fica lá comunista, aí ele fala assim,
não, mas estamos debatendo uma coisa aqui, deputado, por favor,
e tal, só que aí depois ele recorta, ele recorta, ah, você só quer avisar.
E aí ele cai pro grupo, pra essa câmera de eco, e aí todo mundo,
ele lacrou em cima, o fulano e tal, porque ninguém vai compartilhar uma hora

(42:31):
de debate, né? É, exatamente.
Vocês vão compartilhar 10 segundos, 10 segundos do fulano chamando o outro disso ou daquilo.
Tem essa questão toda, aí isso, talvez eu nem visse tudo sobre isso,
deve ter, claro, mas essa questão da lacração do cara tá o tempo todo tendo
disputa, meu Diego, porque na política não deveria, você deveria ter ideias, né?
Mas na verdade isso tem uma literatura boa que não é exatamente com a... lacração,

(42:56):
lacração lacration lacration.
Lacration theory acho que você vai virar fio de lacration,
você usa lacration mas na verdade tem vários estudos, alguns inclusive de um
colega nosso, amigo nosso, Jay Ivan Bavella, da Universidade de Nova York em

(43:18):
que eles estudam, por exemplo, como que, quais informações.
São, propagam mais rápido espalham mais rápido, tem mais efeito,
tem mais impacto e aí eles foram analisar o conteúdo dessas informações, então sei lá, pega o X,
Face e tal o que ganha de volume aluno.

(43:40):
E uma das coisas que o grupo deles e vários grupos começaram a mostrar é que,
as informações que mais ganham atração, são aquelas que estão muito povoadas
de termos morais barra emocionais.
Que é mais ou menos a ideia da lacração.
É você mostrar que ganhou alguma coisa no grito, ofendeu o outro,

(44:02):
chamou disso ou daquilo. Isso viraliza muito.
Então, um dos primeiros estudos nessa história foi há anos atrás,
foi um estudo da eleição do Trump com a Hillary Clinton. Então,
basicamente, o que eles encontraram?
Por exemplo, o número de tweets era muito parecido, mas a forma como os do Trump

(44:24):
espalhavam era muito maior.
Quando eles foram olhar, os tweets dele tinham conteúdos morais,
emocionais muito grandes.
Cara, isso a gente sabe, está na história da humanidade. Quer atacar alguém?
Vamos pegar a Segunda Guerra Mundial. Boa parte do que os nazistas faziam era o quê? Usar termos...

(44:44):
Claramente negativos do ponto de vista moral contra os judeus,
por exemplo então, atribuição,
e aí porque moral barra emocional, porque entra muita coisa relacionada a nojo
a contaminação, a doença a sacanagem a roubo, a desir e eles não pensam que é uma moralidade é.
Aí vai na linha que isso é um episódio que a gente pode gravar sobre desumanização,

(45:08):
né, porque é a ideia de você tentar tirar atributos humanos do outro.
Como que a gente tira atributos humanos do outro? Uma das coisas que define
quem a gente é é a noção de ser o terrado. É a questão moral.
E as emoções tipicamente as emoções mais secundárias, né?
Tenho essa ideia, então assim, de compaixão, gratidão, essas coisas, né?

(45:30):
Emoções morais, né? Então, muito se sabe também disso.
E alguns políticos aprenderam muito isso e fazem o judício, né?
E aí eles conseguem viralizar muito rapidamente e vão captando as pessoas,
porque basicamente a gente o tempo inteiro tá fazendo julgamento do que é certo ou errado.
Se eu conseguir entrar na cabeça de alguém mostrando que aquele sujeito tá errado, acabou.

(45:54):
Eu ganhei, eu trouxe ele pro meu lado. Então, esse é o problema desse momento
que a gente vive, inclusive na política, porque é isso, algumas pessoas tão
rapidamente criando uns factoides,
criando umas histórias completamente falsas e atribuindo do valor moral pro outro, né?
Pra atribuir uso de drogas a um candidato.
Cara, é muito tiro certeiro. Muito certeiro, porque pra muita gente vai ter

(46:19):
uma conotação negativa.
Muita gente vai olhar e falar assim, não, eu não voto no fulano que usou droga.
Cara, você nem sabe se ele usou ou não usou. Mas depois que o sujeito fez a
piadinha e viralizou, não tá mais agora em questão, usou ou não usou. Tá em questão sim.
Cara, não, eu não quero esse... Ficou aquela carga negativa, né?

(46:41):
Agora é engraçado porque eu vou estudar o Lacration Theory tem muita coisa por
trás aí, porque eu fico vendo que parece que às vezes tem essa ideia,
primeiro assim, as pessoas não acompanham política, né?
Então tem um discurso do novo político, novo político que toda cada quatro anos
do não político mas que vai fazer a mudança com essa velha política, aí vai tipo é o outsider,

(47:06):
é o cara que vem do mundo empresariado, que acha que lá não tem político também,
do influencer que é um paraíso de pureza e de desenvolvimento isso,
todo mundo na meritocracia só dá lá quem merece e a outra que aí pegou bastante
quando o cara ele é do grupo político muito antigo e fala que não é aquele fato aí você foi assim,

(47:31):
não vou falar nomes não que não tem nome, repete a cada dois anos exatamente.
Mas tem uma questão que as pessoas parecem que se identificam porque o que eu
vejo as pessoas quando tão falando de política, elas tem esse discurso,
tipo assim isso é imoral,
não sei o que e ela não consegue sequer ter uma discussão, tipo,
o que é imoral, quais são os tópicos, quais são os políticos,

(47:51):
quem favorece, quem não favorece,
e é quando você vê alguém que faz isso lá em cima você fala, aí ele me representa,
porque a vontade do cara, do cidadão aí embaixo, chegar e falar assim,
você é um safado que na verdade é político, não leva a lugar nenhum,
né você vai discutir projetos, né, qual é o seu projeto e tal,
então acho que tem esse espelhamento do cara, assim, achar bacana nesses casos
da criação é que é só desmoralizar o outro,

(48:14):
não tem que ser total sentido por isso que assim quando você pega pelas discussões
morais tem uns estudos bem interessantes que eles.
Tentam por meio de perguntas, é quase que um exercício filosófico,
desmontar o argumento moral, então mais ou menos você está discutindo algo e
a pessoa coloca um tópico e fala assim isso é errado, aí você fala,

(48:37):
me explica como que é errado Não, é errado porque é errado Você não sabe o que é errado?
Não, mas eu preciso entender, é errado pra quem?
Quem sofre com isso? Quem perde com isso? E aí você vai vendo que você vai desmontando
o argumento e chega no final não tem sustentação, é só a ideia da pessoa de que aquilo é errado.

(48:57):
E boa parte da lacração, ela tá nisso. As pessoas não estão parando pra refletir
sobre todas essas etapas até concluir isso é certo, isso é errado.
Elas estão ficando nessa camada aqui, né?
Mas boa parte porque, claro, elas se identificaram com alguém elas estão acreditando
nessa pessoa e essa pessoa tá, ela achou um inimigo comum, né?
Tipo, esse lado aqui é o errado e ela faz tudo.

(49:19):
E aí, agora tu fala, faz sentido que, assim, algumas pessoas fiquem nesse lugar
emocional do erro e falam assim, pô, como é que vocês estão,
né? Isso é errado, é errado.
Não vai pensar sequer no tema, né?
Então, fica compreensível entender, por exemplo, tem o tio, né,
o parente, que tá chocado com a situação,
né, mas tá reproduzindo fake news e conversas, mas faz de boa vontade,

(49:43):
porque pra ela é chocante só que na verdade é uma mentira é uma mentira mas é aquilo,
ele tá acreditando que ele tem um papel importante finalmente me descobriram
eu agora posso contribuir eu vou contribuindo.
Pra porta de quartel e depois eu vou pra preso,

(50:05):
chegou bem perto mas aí a prisão foi injustiçada eu sou um preso político e
aí as teorias vão só ganhando ganhando força, né?
Vou falar só uma lista de teorias legais que tu conhece, só pra...
Eu tava pensando aqui, tu falando... Por quem falou de chave do pássaro, tem vários.
Tem a chave do chain trail, já viu essa? Qual? Chain trail, né?

(50:25):
Aquelas trilhas de fumaça química que os aviões soltam.
Que eles têm, às vezes, os aviões queimam gasolina, combustível.
E aí os caras soltam a fumaça e eles falam que aquilo ali na verdade estão liberando
produtos na atmosfera pra... Pra matar os pássaros.
Ah, então aí que vê os pássaros. Gabi, Elma, existe uma organização global.

(50:46):
Escondida querendo controlar todo mundo,
são duas pessoas mas é isso o pique e o cérebro é o pique e o cérebro estão
lá escondidos mas aí, é, essa do pássaro é engraçada porque na verdade ela surge como uma,
caricatura e uma, como se fala uma farsa, mas é uma farsa com sentido de exatamente

(51:09):
provocar essa história toda,
mas tem a terra plana a conquista da lua a chegada da lua agora tá cheio dessas
porque com realidade virtual todas as ias tá ficando cada vez mais sofisticado
as divas fakes e tal então é assim,

(51:30):
pra quem tá escutando, a gente tá chegando no final do episódio vai lá no nosso
instagram e fala né coloca lá umas ideias de coisas mais engraçadas Ou se você
acha que tem alguma que é verdade Coloca lá que a gente vai A gente vai comentando E problematizando.
Exatamente, problematizando Vamos criando nossa comunidade Cadê a hipótese? Será que root existe?

(51:57):
Que a gente é importante Será que não é root que está por trás?
De tudo isso Root sentado em seu troninho Comandando As ideias Ela aperta um
botão e joga uma fake news sobre pássaros.
Se eu conheço bem o Ruth, eu não viro não.
Eu acho que o Ruth tá por trás de tudo isso. Muito bem, Gabriel.

(52:20):
Chegamos ao final do nosso primeiro episódio da segunda temporada.
Valeu, Gabriel. Valeu, galera.
Music.
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